Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
NASCIMENTO, Tamires do |
Orientador(a): |
CORIOLANO, Maria das Graças Wanderley de Sales |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Gerontologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54744
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Resumo: |
Introdução: O avanço de tecnologias de informação e comunicação e o envelhecimento populacional são fatos na sociedade moderna, porém, acontecem isoladamente. Desta forma, a exclusão digital da pessoa idosa contribui para mais uma situação de vulnerabilidade enfrentada por essa população. Camada da população que teve menor contato com dispositivos digitais ao longo da vida, as pessoas idosas apresentam certa desvantagem quanto às habilidades tecnológicas. Diversos fatores, como o nível de cognição, fatores socioeconômicos e de saúde, podem contribuir ou não para adesão e proficiência no uso de tecnologias por pessoas idosas. Buscar entender como está o conhecimento de idosos no uso de tecnologias é necessário para facilitar sua inclusão na sociedade. Objetivo: Analisar a proficiência digital de pessoas idosas e os fatores associados. Métodos: Estudo quantitativo, seccional, realizado na sede do PROIDOSO- UFPE. Foram coletados dados sociodemográficos, avaliado o estado de humor através da Escala Geriátrica de Depressão de 15 itens (GDS-15), cognição pela Addenbrooke's Cognitive Examination Revised (ACE-R) e funcionalidade por meio da Escala de atividades avançadas de vida diária (EAAVD), literacia digital em saúde por meio do e-Health Literacy Scale (e-HEALS) e, por fim, conhecimento e uso de dispositivos móveis de tecnologia, através do Mobile Device Proficiency Questionnaire (MDPQ) de pessoas idosas. Resultados e Discussão: Foi obtida uma amostra final de 60 pessoas, com idades variando de 60 a 82 anos, maioria aposentada ou pensionista (98,3%), com 11 anos de escolaridade (50,0%) e possui renda familiar de um a três salários mínimos (55,0%). Quanto ao nível de conhecimento e uso de dispositivos móveis, 25% da amostra apresentou nível alto de proficiência, 68,3% apresentou nível médio, e 6,7% apresentou nível baixo de proficiência. Verificou-se significativa correlação entre o MDPQ e as escalas ACE-R (0,003) e eHEALS (p-valor < 0,001), indicando que o nível de cognição e o grau de habilidade de buscar dados de saúde na internet são fatores que influenciam para a proficiência digital da pessoa idosa nessa amostra. Fatores socioeconômicos e funcionais não demonstraram relação significativa, certamente porque a população do estudo é uma amostra diferenciada, apresentando níveis altos de escolaridade, renda e participação social. Conclusão: Estatisticamente, nossos achados sugerem que o nível de cognição e o grau de literacia digital em saúde estão diretamente relacionados ao nível de conhecimento de pessoas idosas no uso de dispositivos móveis, havendo assim certa influência desses fatores no proficiência digital desses indivíduos. A partir destes conhecimentos será possível então pensar estratégias para melhor favorecer a inclusão digital de pessoas idosas. |