Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
SANTOS, Cassiana Mendonça dos |
Orientador(a): |
MARINHO, Erika Pinto |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil e Ambiental
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39619
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Resumo: |
Entre as diversas aplicações possíveis para os materiais geopoliméricos, uma nova aplicação está emergindo na forma de materiais coloridos pela incorporação de metais de transição, o que resulta em geopolímeros de melhor valor agregado. Alguns autores já produziram geopolímeros verdes e azuis com o uso de cloretos, sulfatos, óxidos, hidróxidos e carbonatos de cobre, por meio das técnicas de imersão em solução de metais e de reação no processo de síntese geopolimérica. No entanto, observa-se escassez no entendimento dos fenômenos de estabilização desses metais e dos fatores que podem interferir no desenvolvimento dessa cor, como concentração do metal, tempo de exposição e técnicas de obtenção. Neste trabalho, foram produzidos geopolímeros de metacaulim com razão molar SiO2/Al2O3 de 3,0 coloridos pelas técnicas de reação e imersão, a fim de investigar qual técnica e condições de pigmentação são mais eficientes e que efeitos a pigmentação causa no desempenho das propriedades dos geopolímeros. A cor foi promovida pela incorporação de sais de metais de transição coloridos (níquel, cobre e cobalto). A movimentação dos íons metálicos das soluções de níquel, cobre e cobalto durante o contato com os geopolímeros, na técnica de imersão, foi acompanhada por meio de medidas de pH, Milivoltagem e concentração (absorção no visível). Além de ensaios de absorção de água e resistência à compressão, também foram realizados ensaios de Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR) e lixiviação, a fim de investigar a fixação do metal à matriz Geopolimérica. O uso da técnica de imersão com níquel produziu a camada de recobrimento mais espessa e aderente ao geopolímero. A presença dos metais diminuiu 64,6% e 35,3% a resistência à compressão dos geopolímeros na pior situação das técnicas de reação e imersão, respectivamente, porém eles permaneceram retidos na matriz geopolimérica. Os melhores resultados de resistência à compressão (20,34MPa) e lixiviação (retenção de 100%) foram obtidos quando o metal de cobre foi o agente de pigmentação, em ambas as técnicas estudadas. A formação de geopolímeros não foi afetada pela a presença dos metais de pigmentação. A técnica de pigmentação por reação foi a mais adequada para pigmentação de geopolímeros, por não gerar resíduos na sua produção e devido a diversidade de cores obtidas. |