Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
MACHADO, Kivia dos Santos |
Orientador(a): |
AMORIM, Elba Lúcia Cavalcanti de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Ciencias Farmaceuticas
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54736
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Resumo: |
O uso de plantas medicinais é uma prática muito antiga, gerada na esfera da sociedade não-urbana e não-industrial. O uso medicinal das plantas é possível graças aos compostos secundários, substâncias responsáveis pela defesa dos vegetais. Dentre os vegetais utilizados, Annona squamosa L., conhecido popularmente como pinha, vem se destacando como alternativa medicinal. O objetivo deste trabalho é avaliar a atividade antioxidante e antifúngica da casca do caule de A. squamosa L. As amostras vegetais foram coletadas na região de Altinho- PE, secas em temperatura ambiente, submetidas à moagem e à extração hidroetanólica (70%) através de três métodos extrativos: maceração, ultrassom e micro-ondas. Foi realizada a caracterização fitoquímica dos extratos brutos por Cromatografia de Camada Delgada (CCD) e determinação do conteúdo de fenóis totais, taninos e flavonoides por métodos espectrofotométricos. As atividades antioxidantes dos extratos brutos obtidos foram avaliadas pelo método do DPPH. O extrato obtido por ultrassom foi que apresentou maior teor de fenóis totais com 67,13 ± 1,76 mg/gEAT. Em relação aos taninos, o maior teor foi do extrato obtido pelo método de micro-ondas com 29,08 ± 0,64 mg/gEAT e para os flavonoides, o maior valor encontrado foi para o extrato obtido por maceração com 371,34 ± 0,64 mg/gER. Para os testes com DPPH, o extrato obtido por micro-ondas apresentou a melhor atividade antioxidante, com o valor de CE50 871 ± 16,11 μg/mL, o que ainda representa uma atividade antioxidante incipiente. Para avaliação das concentrações inibitória mínima (CIM) e fungicida mínima (CFM) foram realizados testes com microdiluição em poços. Foi observado que nos três primeiros poços do método de ultrassom foi verificada a inibição das espécies Candida albicans ATCC 14053, Candida tropicalis ATCC 750 e Candida parapsilosis, na maceração houve inibição nos três primeiros poços para a espécie C. parapsilosis e em micro-ondas houve inibição para C. tropicalis ATCC 750 e C. parapsilosis. Portanto, pode-se concluir que os extratos, independente do seu método de extração, apresentaram boa atividade antifúngica. No entanto, outras espécies do gênero Candida devem ser avaliadas para compreender o mecanismo de atuação dos compostos ativos, melhor caracterizá-los e promover testes in vivo para viabilização de uso comercial. |