Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Monteiro, Denise Brito |
Orientador(a): |
Miranda, Carlos Alberto Cunha |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7858
|
Resumo: |
O foco deste trabalho é o Recife dos primeiros anos do século XX e as repercussões da obrigatoriedade da vacina nesta capital, especialmente no governo do Desembargador Sigismundo Antônio Gonçalves, com suas reformas urbanas e sanitaristas, que tiveram como exemplo o Rio de Janeiro, então modelo para as demais cidades do Brasil. O Rio da Belle Époque e, principalmente, das reformas sanitaristas que levaram ao maior motim urbano da história do país, A Revolta da Vacina. O estudo procurou respostas para as seguintes indagações: como chegavam as notícias da Revolta ao Recife e qual a sua recepção entre os moradores da capital pernambucana? Sendo Nacional, a lei que regulava a obrigatoriedade da vacina, como os recifenses receberam essa notícia? Qual o impacto que a lei causou sobre a comunidade dessa capital? Considerando que o Rio recepcionou esse projeto com um motim urbano, o Recife, por também ser um centro econômico relevante no país e envolvido politicamente com os acontecimentos nacionais, teria apresentado resistências à mesma lei? Se existiram conflitos no Recife, como ocorreram? Que setor ou setores da sociedade deles tomaram parte? Como a imprensa pernambucana noticiou aos leitores os acontecimentos locais? Quais as providências tomadas pelas autoridades? Que modelo de república era defendido no auge do movimento? Como diria Certeau, O cotidiano se inventa com mil maneiras de caça não autorizada e é sobre essa ótica, a da invenção do cotidiano, que analiso a repercussão da Revolta da Vacina no Recife. Faço isso através de um olhar que se fixa nos atalhos, nos desvios, nas relações sociais, nos discursos para então estabelecer os sentidos |