Orientações fisioterapêuticas prévias à mastectomia radical modificada na redução de complicações pós-operatórias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Milena Veras Lima, Flávia
Orientador(a): Wanderley Souto Ferreira Anselmo, Caroline
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8250
Resumo: Introdução: A literatura disponível sobre o assunto é unânime em destacar a importância da fisioterapia em todas as fases após a cirurgia de mama. Entretanto, ainda há poucos estudos que comprovam a eficácia e importância da fisioterapia no pré-operatório e não há consenso por parte dos profissionais da área de saúde a respeito da importância de uma conduta ser iniciada nesta fase. Objetivos: Avaliar a influência das orientações fisioterapêuticas dadas no pré-operatório, quanto aos cuidados com o membro e exercícios que devem ser feitos num pós-operatório imediato na recuperação funcional e na qualidade de vida da paciente pós-mastectomia radical modificada. Métodos: Foi selecionada, de forma aleatória (através de um sorteio), uma amostra de 27 pacientes que foram divididas em dois grupos. O grupo controle, composto por 15 pacientes, recebiam apenas uma lista com orientações de cuidados com o membro no pré-operatório e o grupo experimental, composto por 12 pacientes, recebiam a lista com orientações e uma lista de exercícios. As pacientes dos dois grupos foram avaliadas no pré, no pósoperatório (PO) imediato e no pós-operatório tardio através da ficha de avaliação que continha: dados pessoais, escala de dor (EVA), perimetria e goniometria e questionário de qualidade de vida (SF-36). A análise estatística foi feita através do software SPSS comparando-se a recuperação intra-grupo, através do Teste de Wilcoxon e inter-grupo, através do Teste de U de Mann-Whitney. Sendo considerado estatisticamente significante p < 0,05. Resultados: Observamos no pós-operatório imediato um aumento no nível de dor para ambos os grupos, sendo significativo apenas para o grupo experimental; um aumento no volume do membro homolateral à cirurgia, significativo para ambos os grupos; e uma redução na amplitude de movimento(ADM) em quase todos os arcos analisados, também para ambos os grupos. Estas alterações voltaram a se normalizar no pós-operatório tardio, restando apenas uma limitação na ADM da flexão e abdução do ombro em ambos os grupos. Ao analisarmos a qualidade de vida, observamos um prejuízo na capacidade funcional de ambos os grupos no pós-operatório imediato, e uma melhora neste domínio no pós-operatório tardio; uma piora no domínio limitação por aspectos físicos no pós-operatório tardio, apenas para o grupo controle; e uma melhora no domínio estado geral de saúde no pós-operatório tardio, significativo também, apenas para o grupo controle. Não observamos diferenças significativas nos resultados entre os dois grupos. Conclusões: As orientações fisioterapêuticas trouxeram benefícios para as participantes do estudo, tanto na melhora das alterações físico funcionais, quanto na qualidade de vida das mulheres submetidas à mastectomia radical modificada