Funcionalidade, participação escolar e qualidade de vida de escolares com paralisia cerebral da Rede Pública Municipal do Recife
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso embargado |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34573 |
Resumo: | Diante da necessidade de estudos que avaliem a funcionalidade de escolares com paralisia cerebral (PC) utilizando o modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), essa dissertação teve duas vertentes de trabalho, uma relacionada à participação escolar e outra relacionada à qualidade de vida (QV) de escolares com PC, as quais culminaram em três artigos originais. O objetivo desse estudo foi analisar a funcionalidade, a participação escolar, o grau de independência nas atividades escolares e a qualidade de vida (QV) de escolares com PC, considerando a percepção das mães e dos professores. Trata-se de um estudo observacional exploratório descritivo com mixed design de abordagem quantitativa e qualitativa. Foram utilizados no procedimento de coleta o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS), o Gross Motor Function Measure – 88 (GMFM-88), o School Function Assessment (SFA) e o Questionário de Qualidade de Vida da Paralisia Cerebral na versão respondida pelos cuidadores (CPQOL-cuidador). Mães e professores dos escolares com PC foram entrevistados quanto a QV e funcionalidade, respectivamente, de modo que foi realizada análise de conteúdo e codificação das categorias da CIF identificadas nos relatos coletados. O banco de dados foi tabulado no Statistical Package for the Social Science (SPSS) versão 20.0, considerando um Intervalo de Confiança de 95% (p<0,05), utilizando métodos de análise descritiva, teste de correlação de Spearman e testes de diferenças entre médias. Foi verificado que maiores níveis do GMFCS e pior desempenho motor podem implicar negativamente na funcionalidade, participação escolar e QV dos escolares com PC, bem como na saúde do cuidador primário. Os níveis de atividade e participação e fatores contextuais podem influenciar a QV de escolares com PC, segundo relatos maternos. De igual modo, nos relatos dos professores foram pontuadas a variabilidade funcional e a influência de fatores físicos, atitudinais e sociais, ora como facilitadores, ora como barreiras, à funcionalidade do escolar com PC. Além disso, foi possível identificar nos relatos dos professores, a necessidade de um suporte em rede com caráter interdisciplinar voltado à inclusão do escolar com PC. |