Uso de resinas naturais de plantas do nordeste brasileiro na técnica histológica de rotina como alternativas de meios de montagem economicamente viáveis e ambientalmente saudáveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: PAZ, Silvania Tavares
Orientador(a): SILVA, Teresinha Gonçalves da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós Graduação Rede Nordeste de Biotecnologia - RENORBIO
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49693
Resumo: O meio de montagem constitui uma interface que é adicionado entre a lâmina e a lamínula, na finalização de preparações histológicas, para proteger fisicamente o tecido analisado. Existem vários tipos de meios de montagem disponíveis no mercado e a maioria desses possuem solventes em sua composição, principalmente o xileno que é muito tóxico, além de agentes antifúngicos que podem interferir na visualização dos tecidos histológicos devido à sensibilidade de algumas colorações. Neste trabalho objetivou-se utilizar exsudatos naturais de plantas do Nordeste brasileiro, obtidos das espécies Anacardium occidentale L. (cajueiro), Mangifera indica L. (mangueira) e Artocarpus heterophyllus Lam. (jaqueira), como alternativas de meios de montagem na técnica histológica. A goma bruta de cajueiro passou por trituração, dissolução em água, lavagens e precipitação em etanol até a obtenção de um polímero. Látex da jaqueira e da mangueira foram coletados diretamente em um recipiente de vidro contendo álcool à 100 %, após foram peneirados e secos até a obtenção de uma massa viscosa, que foi pesada e misturada com óleo mineral (10 g: 1 mL). A massa resultante foi macerada, acondicionada em estufa a 60oC e depois de resfriada foi obtido um líquido viscoso e translúcido. O índice de refração de cada meio de montagem foi determinado por refratometria. As medidas de viscosidade dos meios obtidos foram realizadas através de viscosímetro digital. Preparações histológicas com diferentes amostras foram finalizadas com os meios de montagem naturais. Foram utilizados cortes histológicos de órgãos de ratos Wistar (coração, aorta, traqueia, língua, intestino delgado, fígado, baço, rim e pele), de embriões de ave (Gallus gallus domesticus), amostras de tecidos humanos (necrópsia de cérebro, estômago e intestino) e material vegetal (folhas e pedúnculos de cajueiro, jaqueira e mangueira). As preparações permanentes das diferentes amostras utilizadas apresentaram qualidade satisfatória com relação a nitidez, integridade das colorações e conservação das estruturas, aspectos indispensáveis às análises morfológicas. Algumas preparações foram também acompanhadas por um período de três ano de observação e mantiveram-se sem alterações atendendo o requisito de durabilidade. Os meios de montagem naturais foram considerados apropriados para a finalização das preparações histológicas, sendo sugeridos como alternativas aos meios comerciais relativamente tóxicos e amplamente utilizados.