Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
SANTOS, Raquel Bezerra Dos |
Orientador(a): |
LACERDA, Heloísa Ramos |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Ciencias da Saude
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17744
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Resumo: |
Historicamente o HIV entre os usuários de drogas é transmitido com maior frequência através do compartilhamento de agulhas e seringas. No entanto, drogas como o crack e o álcool estimulam comportamentos sexuais inseguros favorecendo a transmissão do vírus por via sexual. A droga predominante no Nordeste do Brasil é o álcool, no entanto esta região concentra o maior número de usuários de crack do país. Desta forma, acredita-se que existe uma alta prevalência da infecção entre os usuários de drogas, inclusive nas cidades do interior do Nordeste. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência e os fatores associados a infecção pelo HIV em usuários de drogas internados ou em atendimento ambulatorial em cinco centros de reabilitação para dependência química em uma cidade de médio porte na Região Nordeste do Brasil. O delineamento do estudo é de corte transversal analisado como caso-controle. Foi conduzido em cinco centros de reabilitação para dependência química na cidade de Caruaru, Pernambuco, Brasil, no período de novembro de 2012 a novembro de 2013. Participaram da pesquisa 561 usuários de drogas lícitas e ilícitas que estavam internados ou em atendimento ambulatorial, sem limite de idade. Todos foram submetidos a uma entrevista e realização de teste rápido de HIV após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ou Termo de Assentimento Livre e Esclarecido. O resultado do estudo identificou que a prevalência do HIV entre os usuários de drogas foi de 4,8%. O sexo feminino foi associado de forma independente com o HIV (p = 0,018; OR = 3,19; IC95% = 1,22 – 8,34), assim como a idade da primeira relação sexual (p = 0,012; OR = 1,17; IC95% = 1,03 – 1,33), a troca de sexo por crack (p = 0,031; OR = 2,81; IC95% = 1,10 – 7,19) e ter parceiro que usa crack (p = 0,035; OR = 3,89; IC95% = 1,10 – 13,7). O álcool é consumido por 96,3% dos participantes, mas não houve associação estatística com o HIV, assim como o uso da maconha (86,5%), do crack (82,5%), da cocaína (65,1%) e drogas injetáveis (10%). Embora os participantes do estudo tenham referido o uso de múltiplas drogas ilícitas durante a vida, percebeu-se a maior prevalência do consumo de crack entre eles. Contudo, esta investigação não mostrou associação isolada do crack ou outra droga em relação à infecção pelo HIV. No entanto, o consumo do crack estimula a prática sexual de risco, troca de sexo por crack e sexo comercial, favorecendo a infecção. Este é o primeiro estudo realizado no município de Caruaru, focando a investigação sorológica e os fatores de risco para HIV entre os usuários de drogas da região. Os achados confirmam a necessidade de implantação ou ampliação de unidades de testagem, aconselhamento e tratamento do HIV entre os usuários de droga no município. |