Interação do edulcorante aspartame com o estado nutricional, no cérebro em desenvolvimento: análise comportamental e eletrofisiológica em ratos
Ano de defesa: | 2017 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Nutricao |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28422 |
Resumo: | O objetivo deste trabalho foi avaliar, em condições nutricionais distintas (ratos nutridos e desnutridos durante o desenvolvimento), os possíveis efeitos do aspartame sobre parâmetros comportamentais sugestivos de ansiedade e eletrofisiológicos (fenômeno da depressão alastrante cortical; DAC). Fatores como deficiência nutricional e o consumo do edulcorante não calórico aspartame são potencialmente danosos para o sistema nervoso. Ratos Wistar, nutridos (n=40) e desnutridos (n=40) no início da vida foram divididos em 4 grupos para cada condição nutricional, tratados por gavagem, durante a lactação, respectivamente com 75 mg/kg/d ou 125 mg/kg/d de aspartame (grupos ASP75 e ASP125), ou volume equivalente de água (grupo água), ou sem tratamento (grupo ingênuo). Testes comportamentais (labirinto em cruz elevado [LCE] e campo aberto [CA]) foram realizados aos 85-95 dias de idade e a DAC foi registrada entre 96 e 115 dias. O aspartame reduziu o peso corporal, em comparação com os grupos controle (água e ingênuo), sugerindo impacto negativo sobre o desenvolvimento corporal dos animais. Esse edulcorante aumentou comportamento sugestivo de ansiedade (menor permanência nos braços abertos do LCE) e desacelerou a DAC (menores velocidades de propagação). Alguns parâmetros foram mais afetados nos animais desnutridos. Conclui-se que o consumo precoce de aspartame afeta negativamente o desenvolvimento do organismo, com efeitos em parâmetros comportamentais e eletrofisiológicos cerebrais. Os resultados sugerem cautela no consumo de aspartame por lactantes e seus filhos nos primeiros anos de vida. |