Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
CHAGAS, Barbara Simas |
Orientador(a): |
FREITAS, Antonio Carlos de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6794
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Resumo: |
O papilomavírus humano (HPV) apresenta a capacidade de provocar infecção clínica ou subclínica em mulheres e homens após a transmissão por via sexual. Estudos confirmam a relação entre a infecção com alguns tipos de HPV e a etiologia do câncer cervical, tido como a segunda maior causa de morte entre as mulheres no mundo. Os genes E6 e E7 são os principais oncogenes dos papilomavírus humanos de alto risco. Os produtos desses genes inibem a p53 e pRb, respectivamente, contribuindo para a transformação celular. Tem sido descrito um polimorfismo comum do gene supressor de tumor TP53, localizado no códon 72 do éxon 4, resultando em prolina (p53Pro) ou arginina (p53Arg). O genótipo Arg/Arg versus Arg/Pro ou Pro/Pro para o códon 72 do gene TP53 tem sido discutido como um importante fator de risco para as neoplasias cervicais. Estudos evidenciam uma diversidade de variantes de tipos de HPV. As diferenças nas sequências nucleotídicas entre os variantes HPV podem resultar em alterações nos aminoácidos codificados, podendo levar a potenciais oncogênicos distintos. Neste trabalho foi proposta a análise da variabilidade genética das regiões genômicas E6 e E7, dos HPVs 18 e 31, bem como a análise do polimorfismo do gene supressor tumoral TP53, códon 72 éxon 4, em amostras cervicais de mulheres da região metropolitana do Recife. Para a análise da variabilidade, amostras de DNA positivas para os HPVs 18 e 31 foram amplificadas, clonadas e sequenciadas quanto às regiões genômicas E6 e E7. As sequências obtidas foram alinhadas com sequência referência do GenBank para avaliar possíveis polimorfismos. A detecção do polimorfismo no gene TP53 foi realizada por meio de PCR alelo específica. Foi possível identificar alterações gênicas nas sequências de E6 e E7 dos HPVs 18 e 31 em relação à sequência de referência depositada do GenBank. Três alterações nucleotídicas em E6 de HPV-31 estão sendo descritas pela primeira vez neste estudo. Algumas alterações nucleotídicas ocasionaram mutações não sinônimas. As alterações nas amostras de HPV-31 da região metropolitana do Recife podem estar relacionadas com a diferença encontrada na distribuição do HPV-31 entre as regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Na análise do polimorfismo do códon 72 do gene TP53, o presente estudo mostrou frequências similares dos genótipos Arg/Arg entre casos e controles, reforçando a hipótese de que este polimorfismo não é um fator de risco para a predisposição ao desenvolvimento de lesões cervicais pré-malignas e malignas quando associado ao HPV |