Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
NERY, Romero Montenegro |
Orientador(a): |
ROLIM FILHO, Epitácio Leite |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Cirurgia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52625
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Resumo: |
As fraturas do tornozelo são lesões comuns e ainda desafiadoras no dia-dia do ortopedista, e quando vem associadas a lesão da articulação tíbio-fibular distal (sindesmose), aumentam as chances de algum tipo de sequela, mesmo quando tratadas corretamente. A avaliação tridimensional dos pacientes no laboratório de marcha é um método diagnóstico que vem ganhando espaço nas várias patologias ortopédicas e, no caso das fraturas do tornozelo, pode detalhar com mais precisão o grau de limitação que a articulação pode apresentar. O objetivo foi apresentar a importância do estudo da marcha em laboratório no pós-operatório das fraturas do tornozelo associadas a lesões dos ligamentos da sindesmose. Foi utilizado um estudo transversal de 13 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico das fraturas do tornozelo associada a lesão da sindesmose, no laboratório de marcha do Instituto Rolim, onde foram coletados dados temporais, clínicos, exame físico dos membros inferiores e, principalmente, dados cinéticos e cinemáticos através de sistema tridimensional de movimento com uso do programa Hardware BTS GAITLAB. Os dados que descrevem as características demográficas dos 13 pacientes elegíveis, evidenciam que a maior parte dos pacientes são do sexo feminino (69,2%). O tempo transcorrido entre a cirurgia e a realização do exame de marcha teve uma média de 12,7 meses. A maioria dos pacientes foi Classificado como AO 44 B2 e Lauge- Hansen Supinação-Rotação Externa. A Escala AOFAS variou entre 78 e 96 (média de 90). Foi possível notar que o lado operado com maior frequência foi o esquerdo, com 61,5% do total. Alterações sutis foram encontradas nos Parâmetros Temporais, Espaciais e nos Ângulos Estatísticos das articulações dos membros inferiores. Nem o valor médio observado de GPS nem do GDI foram estatisticamente diferentes do valor padrão. Os resultados do estudo sugerem que as características cinéticas e cinemáticas da marcha variam pouco entre os pacientes que se operaram de uma fratura de tornozelo com lesão da sindesmose, e que o estudo no Laboratório de Marcha trará grandes benefícios tanto para entender as possíveis limitações que o paciente pode apresentar, como para formar protocolos de reabilitação mais precoce e consequentemente melhorar os resultados a curto e longo prazo. |