Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
BATISTA, Mara Ilka Holanda de Medeiros |
Orientador(a): |
CARVALHO, Alessandra Albuquerque Tavares |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Odontologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32736
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Resumo: |
O objetivo desse estudo foi traçar o perfil epidemiológico de saúde das mulheres privadas de liberdade em uma unidade prisional da Paraíba. Tratou-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de natureza transversal, através da técnica direta intensiva, com abordagem quantitativa. Todas as apenadas reclusas em regime fechado na Penitenciária Feminina localizada na cidade de João Pessoa, no período de Setembro de 2016 a Outubro de 2017 participaram do estudo (n=311), sendo uma amostra censitária. A coleta de dados foi realizada utilizando um formulário construído pela examinadora. As apenadas foram submetidas a anamnese, exame físico e exame intraoral, além dos exames: Índice de experiência de cárie CPO-D, Índice de Placa Bacteriana e Índice Periodontal Comunitário (IPC). Os dados coletados foram tabulados e analisados utilizando o software IBM SPSS (21.0) e analisados mediante estatística descritiva e inferencial (Kolmogorov Smirnov, Kruskal-Wallis). Verificou-se prevalência de adultas jovens (média 30,28 anos), de baixa escolaridade com ensino fundamental completo (45,7%), vivendo em situação carcerária provisória (53%), com até um ano de reclusão em regime fechado (46,4%). A maioria delas é natural de João Pessoa (59%). As condições de saúde mais relatadas foram os problemas respiratórios (asma = 10,6% e sinusite = 18,6%) e doenças sexualmente transmissíveis, principalmente a sífilis (8,7%). As apenadas apresentavam características comportamentais de tabagismo e uso de medicações para reduzir a ansiedade. Quanto à saúde bucal, as apenadas não apresentaram lesões em tecido mole, o índice CPOD obteve média de 13,33 e o Índice de Placa Bacteriana encontrado foi de baixa acumulação. Quanto ao Índice Periodontal Comunitário, houve sangramento em 45,3%, presença de cálculo dentário em 35,7% e de bolsa periodontal 25,7%. Conclui-se que a mulher privada de liberdade é adulta jovem, com até um ano de reclusão, em situação carcerária provisória. Possuem problemas respiratórios, infecções sexualmente transmissíveis, são na maioria tabagistas e utilizam medicações para controle da ansiedade. Não houve lesão em tecido mole, a média do CPO-D foi considerada alta; a presença de placa bacteriana foi de baixa acumulação e o IPC apresentou maior prevalência para a presença de sangramento, cálculo dentário e bolsa periodontal, respectivamente. |