Influência da microaeração intermitente na degradação anaeróbia da anilina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: CÂMARA, Isabelle Rodrigues de Mendonça
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/41407
Resumo: A anilina é uma amina aromática presente na cadeia produtiva de pesticidas, corantes, borrachas, fármacos, solventes e cosméticos, com relevância econômica e ecológica. Contaminante direto, ou bioproduto acumulado, em corpos d’água e aquíferos subterrâneos, apresenta elevada toxicidade, potencial carcinogênico e mutagênico. Além disso, exibe recalcitrância à degradação anaeróbia, necessitando rigoroso controle do seu descarte na natureza e atenção para ocorrência de desastres ambientais. A combinação da microaeração com o processo de digestão anaeróbia tem como objetivos acelerar e estabilizar o processo anaeróbio, enquanto reduz os custos associados ao processo de aeração convencional e a sua produção de lodo. A influência da microaeração intermitente na digestão anaeróbia de anilina foi testada em três condições: 30, 15 e 10 minutos de microaeração a cada duas horas (C1, C2 e C3, respectivamente) com fluxo de ar de 0,25 L/min, em sucessivos ciclos. O experimento consistiu na degradação de 0,14 mM de anilina (13,2 mg/L), com três repetições, em bateladas alimentadas sequenciais. Foram identificados intermediários das rotas de degradação aeróbia (catecol) e anaeróbia (ácido benzoico) da anilina em todas as condições testadas. Modelo cinético de primeira ordem representou adequadamente a degradação da anilina, tendo sido 4,1 e 1,1 vezes mais rápida na condição C3 em comparação com C1 e C2, respectivamente. Isso indica que houve adaptação da cultura à anilina e o fornecimento de oxigênio intermitente foi capaz de estimular a sua degradação, apesar da diminuição do tempo de oxigenação em C3. Apesar disso, C3 foi a condição que apresentou maior toxicidade ao vegetal Allium cepa, apresentando efeitos citogenotóxicos. Isto decorreu da menor disponibilidade de oxigênio em C3, que provocou acúmulo de intermediários tóxicos em maior quantidade nesta condição. A análise da dinâmica da comunidade microbiana indicou a ocorrência de 18 gêneros, anaeróbios estritos e aeróbios facultativos, relacionados à degradação de anilina e seus subprodutos. Em virtude da competição microbiana pelos substratos (anilina e oxigênio) ter levado à produção de intermediário citogenotóxico em C3, indica-se C2 como a melhor condição entre as testadas, capaz de estimular a degradação anaeróbia da anilina, sem acúmulo de subprodutos tóxicos e com menor fornecimento de oxigênio. A microaeração intermitente é uma estratégia promissora para biorremediação de efluentes e de sites contaminados com anilina.