Usos dos animais e incidência de caça por comunidades locais de área protegida : enfoque etnozoológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: CAVALCANTI, Brunna de Andrade Lima Pontes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento e Meio Ambiente
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/36725
Resumo: Ao longo de toda história da humanidade encontramos diversas evidências da relação entre os seres humanos e outros animais. A etnozoologia pode ser utilizada como um importante recurso para alcançar informações sobre os animais, assim como o Conhecimento Ecológico Local, considerando o saber das comunidades para planejar estratégias de conservação. Esta dissertação objetivou inventariar a fauna silvestre e suas formas de uso a partir dos conhecimentos das populações locais do Refúgio de Vida Silvestre Matas do Sistema Gurjaú (RVS Gurjaú), buscando compreender e discutir como esses saberes podem auxiliar nas tomadas de decisões para a gestão de fauna de áreas protegidas. Para isso, utilizou-se métodos qualitativos e quantitativos, compostos pelas técnicas de observação, entrevistas semiestruturadas, lista livre, uso de fotos para auxiliar na identificação dos animais, levantamento das fichas de registro de fauna da RVS Gurjaú e análise estatística. Ao total, foram entrevistados 76 moradores, destes, 32 praticam a atividade da caça. Foram reconhecidas 69 espécies utilizadas ou que apresentam alguma interação com os entrevistados, dentre as categorias: alimentares, domésticas, culturais e controle das populações animais. A espécie mais representativa foram as aves com 29 espécies registradas, principalmente, para a domesticação. Registrou-se que 28 espécies da fauna são caçadas, com destaque para os mamíferos, com a finalidade alimentar, e as técnicas de caça variam desde a utilização de cães, armadilhas e armas a depender da espécie alvo. Aqueles que praticam a atividade da caça não intitulam a atividade como crime pois se identificam como moradores da área (população local) e, portanto, tem o direito de fazer o uso desse recurso de forma sustentável. A fauna silvestre é um recurso que faz parte dos hábitos culturais das comunidades da área estudada a longo de suas histórias de vida. São necessárias algumas estratégias para uma utilização mais sustentável, entre as quais programa de educação ambiental, regulação legal da caça e fiscalização devem ser implementadas ou reforçadas para uma melhor gestão da biodiversidade local.