Análise computacional da deposição de parafina em oleodutos de águas profundas utilizando técnicas nucleares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: LEITE, Nalber Miranda
Orientador(a): LIRA, Carlos Alberto Brayner de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e Nuclear
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52507
Resumo: A deposição de parafina ao longo das extensas tubulações de petróleo é um problema que afeta a garantia de escoamento, visto que restringe a produção e em caso mais extremos, causa obstrução dos oleodutos. Esse problema ocorre com maior frequência em ambientes offshore, onde se encontram a maior parte dos reservatórios brasileiros e onde a temperatura do oceano, em elevadas profundidades, é cerca de 5°C. Detectar a camada de parafina nas paredes internas dos oleodutos em seu estágio inicial evita paradas não programadas e grandes perdas econômicas. Dentre os vários métodos e técnicas encontrados na literatura para o monitoramento da deposição de parafina, as técnicas nucleares se diferenciam pelo fato de seu uso não interferir na integridade física do duto, pelo modo de operação não intrusivo e indireto (sem contato) e, portanto, não afeta o processo de transporte do petróleo. Este trabalho desenvolve um modelo computacional utilizando o código MCNP6 (Monte Carlo N-Particle 6) e a técnica da perfilagem por transmissão da radiação gama para detectar diferentes espessuras de parafina nas paredes internas de oleodutos utilizados no transporte de petróleo em águas profundas. Os resultados deste estudo mostram que o modelo é capaz de detectar a presença de 5% de parafina com uma exatidão de 7,4% em oleodutos utilizados em águas profundas.