Identificação de hidrocarbonetos de petróleo totais na costa do Nordeste do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Araújo, Kelvin Costa de lattes
Orientador(a): Fragoso, Wallace Duarte lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Química
Departamento: Química
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/30371
Resumo: Em agosto de 2019, ocorreu um grande vazamento de óleo que atingiu a costa nordestina do Brasil. Por mais de dois anos após o incidente, ainda se encontravam resíduos de óleo bruto nas praias e, até hoje, pouco se sabe sobre a causa e os impactos desse vazamento. Em incidentes dessa natureza, vários contaminantes podem ser introduzidos no meio ambiente. Os Hidrocarbonetos de Petróleo Totais (TPHs), em particular os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), são uma classe relevante de contaminantes orgânicos conhecidos por suas potenciais propriedades mutagênicas e carcinogênicas. Para investigar a presença desses contaminantes na costa nordestina, realizamos amostragens de água e óleo em pontos críticos, em uma extensão de 430 km ao longo da costa, incluindo 33 praias em 4 estados. O monitoramento foi conduzido com amostragens semestrais por um ano e meio. As amostras de água foram classificadas como mar aberto, águas abrigadas e águas doces e estuarinas. As amostras de óleo foram submetidas a processos de exposição em água marinha sintética e os componentes lixiviados submetidos a degradação. Foram realizadas análises diretas da matriz de fluorescência sincrônica, que foram transformadas em matrizes espectrais de excitação e emissão. Esse procedimento maximiza o domínio espectral e minimiza a aquisição de sinais de espalhamento. Os perfis espectrais das amostras de água modelados com PARAFAC revelaram a presença de contaminantes TPHs como tipo-naftaleno e tipo-dibenzotiofeno. O monitoramento da região impactada demonstrou que, mesmo após mais de um ano do incidente, os contaminantes ainda estavam presentes nas amostras de água. Nas amostras de óleo, identificamos a presença de cinco derivados de TPHs, com destaque para o tipo- perileno, que foi encontrado em grande parte das amostras estudadas. O procedimento proposto para a degradação desses contaminantes apresentou elevada eficiência, com total degradação em apenas dois minutos.