Resistência à mudança organizacional: uma investigação em uma instituição federal de ensino superior

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: CARDOSO, Heloisa Gomes lattes
Orientador(a): MATTOS, Carlos André Corrêa de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Gestão Pública
Departamento: Núcleo de Altos Estudos Amazônicos
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11193
Resumo: A resistência à mudança no âmbito organizacional é o resultado de um processo do comportamento humano no qual um ou mais indivíduos procuram defender-se dos possíveis efeitos negativos de mudanças no ambiente de trabalho. Esse processo estrutura-se a partir de um amplo conjunto de fatores, que tem sido objeto de diversos estudos organizacionais. A partir dessa perspectiva, o objetivo geral desta dissertação foi analisar as características da resistência à mudança organizacional entre os servidores públicos lotados na Universidade Federal do Pará. Dentre os objetivos específicos estão, identificar a reação dos servidores frente a processos de mudança e identificar os principais fatores de resistência dos servidores da UFPA relacionados à mudança. A revisão da literatura fundamenta-se no comportamento organizacional, mais especificamente nos aspectos que envolvem a mudança organizacional e gestão pública. A pesquisa é classificada como descritiva e exploratória, com ex post facto, realizada na forma de pesquisa de campo entre os meses de dezembro/2015 a janeiro/2016 e utilizou como instrumento de coleta de dados o questionário estruturado, desenvolvido por Bortolotti (2010), para avaliar a resistência entre os servidores da UFPA, propondo um indicativo de medida de resistência com apoio na Teoria da Resposta ao Item (TRI), a fim de verificar características dos respondentes, diagnosticar a resistência à mudança na UFPA e, principalmente, levantar as causas, as variáveis relacionadas com este comportamento, fornecendo subsídios relevantes e necessários para serem utilizadas no planejamento estratégico da mudança. O tratamento de dados foi quantitativo, utilizando técnicas de estatística descritiva e multivariada, em especial Análise Fatorial Exploratória (AFE), a partir do levantamento das informações gerais necessárias para compreensão da resistência à mudança na UFPA. Os resultados indicam que a reação dos servidores demonstra significativa facilidade em perceber os benefícios da mudança na UFPA, fato que favorece as ações de gestão, pela aptidão, segurança, capacidade e grande habilidade dos servidores para lidar com a mudança. Além disso, mesmo diante da necessidade de manter o status quo, aspecto desencadeador de resistência, as repostas apontam que os servidores públicos da UFPA não temem correr riscos, não receiam em contribuir com as mudanças no trabalho, não tendem a perder interesse pelo trabalho, nem agem com indiferença ou surpresa diante da mudança e não se queixam da gerência em situações de insucesso ou resultados ruins da mudança. Apenas uma pequena parcela da amostra demonstra resistência passiva. A maioria dos servidores entrevistados demonstra abertura à experiência de mudança, aceitação e cooperação voluntária