Práticas pedagógicas inclusivas no cotidiano da educação infantil na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Tatiana de Castro lattes
Orientador(a): PAIXÃO, Carlos Jorge lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Instituto de Ciências da Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/8718
Resumo: Este estudo teve como pano de fundo a questão das práticas pedagógicas inclusivas no cotidiano dos professores de Educação Infantil da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará. A proposta foi abordar temas latentes da educação inclusiva, tais como: o processo de inclusão educacional, a formação continuada e as práticas pedagógicas. No caminho da pesquisa, do ponto de vista teórico-metodológico, realizou-se uma pesquisa de cunho qualitativo por meio de um estudo de caso em que se adotaram pesquisas bibliográfica, documental e de campo, nesta última, houve a aplicação de grupo focal aos professores de Educação Infantil da EAUFPA. Posteriormente, trataram-se os dados sob a ótica da análise de conteúdo. O percurso teórico para a feitura desta investigação perpassou desde a concepção histórica e epistemológica da Educação Especial até o momento atual na perspectiva da Educação Inclusiva, apropriando-se das bases legais que regem a Educação Básica no Brasil no período contemporâneo, com destaque a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB) e Plano Nacional de Educação e Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Para subsidiar as questões que envolvem a educação inclusiva e práticas pedagógicas, dialogou-se com Romeu Sassaki (1997), Stainback e Stainback (1999) e Rosita Carvalho (2012/2014). Quanto à formação de professores, o estudo baseou-se em Nóvoa, Arroyo (2013), Sacristán (1999). Abordou-se o conceito de deficiência adotado pelo modelo social de deficiência sob a ótica das autoras Diniz (2012) e Carvalho (2012, 2014) para melhor entender o processo de inclusão na referida escola haja vista a presença de alunos em situação de deficiência. Defende-se que a educação inclusiva não precisa obedecer a um “modelo” estabelecido. A prática pedagógica aliada a inúmeros processos formativos, incluindo a pesquisa, o diálogo coletivo e a reflexão compartilhada, pode dar conta de afirmar se tal prática atingiu os ditames inclusivos. A pesquisa revelou o pensamento dos docentes da Educação Infantil da EAUFPA, sobretudo, acerca de suas práticas pedagógicas diante do paradigma da inclusão, denunciando a fragilidade de suas formações, a questão da formação continuada sazonal no âmbito escolar, sendo esta assumida pelos próprios professores como autoformação. Ressalta-se que, embora evidente a necessidade expressa nas falas dos professores acerca da formação em serviço direcionada à educação inclusiva, a equipe avalia positivo o caminho delineado no espaço da Coordenação de Educação Infantil. Logo, é preciso muito mais que leis para trabalhar a inclusão educacional de crianças em situação de deficiência. É preciso mudar a cultura escolar, mudar a cultura de trabalho de quem atua nas escolas.