A Relação entre o público e o privado no investimento em infraestrutura: o caso do FI-FGTS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SALES, Mariane Lima de lattes
Orientador(a): PUTY, Cláudio Alberto Castelo Branco lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Administração
Departamento: Instituto de Ciências Sociais Aplicadas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/15351
Resumo: Ao longo da história brasileira percebe-se que uma linha ténue marca a relação entre o público e o privado. No investimento em infraestrutura, conforme aponta a literatura, a presença pública ainda é majoritária, com pouca expressividade do setor privado. Este, emerge como coadjuvante, tendo seus investimentos conduzidos a partir de mobilização de recursos do erário e tendo na sua carteira fundamentalmente a execução de políticas infraestruturais essencialmente governamentais. Na tentativa de atrair e aumentar a participação privada, foi criado o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), responsável por contribuir com a política de investimentos em infraestrutura no Brasil. No entanto, mesmo com os esforços empreendidos, acredita-se que a maioria das organizações investidas possuem participação estatal. Esta pesquisa tem como objetivo elucidar a aplicação dos recursos do FI-FGTS e fornecer um panorama da rede de relações organizacionais envolvidas. A partir de uma análise exploratória, com utilização das técnicas da abordagem multimétodos, estatística descritiva e triangulação, os resultados apontaram que, de fato, os investimentos têm sido direcionados para organizações estatais ou com participação do Estado. Os achados são emblemáticos, uma vez que além da rede de relações organizacionais do FIFGTS ter participação considerável do setor público, percebeu-se descontinuidade das organizações envolvidas e possíveis falhas de gestão.