Consistência e uso das informações sobre ameaça no processo participativo de indicação de áreas prioritárias para a conservação da Amazônia
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
Museu Paraense Emílio Goeldi |
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Zoologia
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Departamento: |
Instituto de Ciências Biológicas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/7183 |
Resumo: | Apesar dos avanços acadêmicos, o planejamento para a conservação tem falhado na execução de ações que priorizem a preservação da biodiversidade. Novas estratégias têm sido propostas para o aumento da efetividade de planos de conservação, entre as quais a realização de processos decisórios com ampla participação, que facilitariam a aceitação social das ações. Este artigo analisa como as informações a respeito das ameaças foram utilizadas no processo de tomada de decisão para a indicação das áreas prioritárias para a conservação da Amazônia, no processo coordenado pelo Governo Brasileiro em 2006. Primeiramente foi verificada a consistência das informações sobre ameaças atribuídas às novas áreas indicadas, para depois avaliar se a existência, níveis e tipos de ameaças definidos pelos participantes influenciaram na indicação de áreas para conservação. Os resultados mostram que houve alguns acertos no reconhecimento das ameaças, mas também algumas incoerências, principalmente nos níveis atribuídos e para os tipos de ameaças de menor intensidade, como a pesca. O processo decisório também não aproveitou integralmente estas informações para a indicação de áreas para a conservação. A inexistência de informações sobre as motivações dessas incoerências deixam dúvida quanto à presença do oportunismo político, mas apontam que no processo participativo deve ser alocado um maior esforço para aliar o processo participativo aos sistemas de suporte à decisão, de forma a gerar uma ordem de prioridades mais quantitativa e menos dependente da seleção individual dos participantes, de forma a refletir mais diretamente às reais urgências de implantação. |