Caracterização epidemiológica, genotípica e fenotípica da criptococose em uma unidade de referência no estado do Pará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: FURTADO, Karen Cristini Yumi Ogawa lattes
Orientador(a): SOUSA, Rita Catarina Medeiros lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais
Departamento: Núcleo de Medicina Tropical
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/9230
Resumo: A criptococose é uma infecção fúngica causada por uma levedura encapsulada do gênero Cryptococcus que afeta tanto humanos quanto animais, sendo considerada como uma infecção oportunista normalmente associada à imunodepressão. Trata-se de uma das infecções fúngicas humanas de significativa morbidade e mortalidade tanto em indivíduos imunocomprometidos quanto em imunocompetentes, e manifesta-se principalmente sob a forma de meningoencefalite. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização epidemiológica, genotípica e fenotípica da criptococose em uma unidade de referência no estado do Pará. A população alvo foi composta pelos pacientes atendidos no Hospital Universitário João de Barros Barreto/UFPA, de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 com diagnóstico de criptococose confirmado laboratorialmente. Os dados pessoais, clínicos e laboratoriais foram coletados a partir da revisão dos prontuários do arquivo médico do HUJBB e os isolados foram identificados e caracterizados morfológica e bioquimicamente. O tipo sexuado e o genótipo foram identificados através de PCR utilizando iniciadores específicos. No período de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 foram identificados 59 casos de criptococose. A maioria dos pacientes eram homens (36/59, 61%), com idade entre 5 a 70 anos, média de 30,8 anos. A faixa etária que predominou foi de 34 a 43 anos (39% dos casos). Os principais sinais e sintomas apresentados por eles foram cefaleia (85,5%), vômito (80%) e febre (76,4%). Todas as crianças (6/6) eram HIV negativas, tendo como agente causador o C. gattii (31,6%); já em adultos 71,1% das infecções eram causadas por C. neoformans, sendo a maioria HIV positivo. Os casos de óbito e de recidivas foram mais elevados entre os pacientes infectados por C. neoformans e a presença de sequelas foi mais frequente entre os pacientes infectados por C. gattii. Todos os isolados eram MAT α e houve a predominância de dois tipos moleculares: VNI (64,4%) e VGII (35,6%). Este estudo reforça que o estado do Pará é endêmico para a infecção por Cryptococcus spp., cuja forma de apresentação clinica principal, a meningoencefalite determina elevadas taxas de morbi-mortalidade.