Avaliação bioguiada do potencial farmacológico pré-clínico de Miconia Albicans (canela de velho)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Alexandre, Aimêe Veras
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/119329
Resumo: Miconia albicans, conhecida popularmente como ¿Canela de Velho¿ é um vegetal amplamente utilizado na medicina popular como alternativa para o tratamento de dores e inflamações. Existem poucos relatos científicos sobre o efeito farmacológico desta planta. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial farmacológico e a segurança não-clínica das folhas de M. albicans. Amostras comerciais das folhas secas da canela de velho foram adquiridas para a obtenção do extrato aquoso (CAVEL) e dos extratos orgânicos (hexano, diclorometano e acetato de etila). Todos os extratos foram submetidos ao rastreio fitoquímico preliminar, determinação dos teores de compostos fenólicos totais e flavonoides totais, testes de atividade antioxidante e toxicidade in vitro (Artemia salina). O extrato com atividade antioxidante mais proeminente e não-tóxico (CAVEL) foi escolhido para a caracterização química por cromatografia líquida de ultra-eficiência acoplada a espectrometria de massa (UPLC-ESI-QTOF-MS/MS) e espectroscopia por infravermelho (FTIR). Também foi analisado o efeito citotóxico da CAVEL frente a células HEK-293. Para a análise do potencial farmacológico, diferentes grupos (n = 6/cada) de zebrafish adultos foram tratados com CAVEL (3, 10 ou 30 mg/mL; 20 µL; via oral (v.o.) ou intraperitoneal (i.p.) e submetidos aos testes de atividade locomotora, nocicepção induzida por formalina, edema abdominal induzido por carragenina, convulsão induzida por pentilenotetrazol e teste do claro & escuro. Este último teste foi escolhido para avaliar o possível envolvimento de receptores serotoninérgicos e gabaérgicos na ação ansiolítica da CAVEL, uma vez que este foi o efeito mais proeminente da CAVEL. Todos os extratos testados apresentaram fenóis e alcalóides em suas composições e não foram tóxicos para A. salina. Também foi detectada a presença de flavonoides e xantonas na CAVEL, além de alcaloides, flavonoides e polifenóis (FTIR), bem com o maior teor de fenóis totais. Foram identificados (UPLC-ESI-QTOF-MS/MS) dezoito polifenóis e nove flavonoides na CAVEL. CAVEL não demonstrou potencial citotóxico e apresentou atividade antioxidante redutora de radicais livres, bem como de íons quelantes. Os efeitos da CAVEL foram dependentes da via de administração: CAVEL (v.o.) não alterou a locomoção dos animais, apresentou efeito antinocieptivo somente na fase inflamatória do teste (i.p), não preveniu a inflamação abdominal, retardou o surgimento das convulsões (v.o) e apresentou efeito ansiolítico-símile (v.o. e i.p.). O efeito ansiolítico-símile foi prevenido pelos antagonistas dos receptores serotoninérgicos e gabaérgicos. M. albicans tem potencial farmacológico para o tratamento de dores, convulsões e ansiedade e esses resultados nos levam a estudos de isolamento e caracterização de princípios bioativos.