A experiência de ser homem e professor na educação infantil em Fortaleza

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Lima, Andréa Mota de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/590798
Resumo: O fato de a docência na educação infantil ser uma atividade considerada feminina faz com que os homens professores que decidem exercer a docência nesta etapa de educação enfrentem preconceitos e desconfianças no cotidiano escolar. Esses conflitos dizem respeito tanto à sua competência profissional quanto à proximidade física com as crianças, sobretudo nos momentos de higiene. Essa pesquisa tem como objetivo compreender as experiências vividas de homens professores da educação infantil na cidade de Fortaleza. Para a compreensão dos significados das experiências vividas desses professores, optou-se pelo método fenomenológico crítico, inspirado na fenomenologia de Merleau-Ponty. Inicialmente, o problema foi abordado a partir de um percurso histórico que permitiu entender como a docência de crianças pequenas ficou atrelada à figura feminina. Em seguida, foi realizada uma Revisão Sistemática da LiteraturaRSL, que apontou os atravessamentos das questões de gênero nessa atividade. Posteriormente, buscamos acessar as experiências dos professores a partir de seus relatos. A pesquisa contou com a colaboração de oito professores concursados da Rede Municipal de Educação de Fortaleza. O instrumento metodológico utilizado para acessar as experiencias foi a entrevista fenomenológica, com a pergunta disparadora, "Como é ser homem professor na educação infantil?" A partir dos relatos, foram construídas quatro categorias que abordam a identificação e o desejo de ser professor, o gênero, a sexualidade, bem como aspectos atravessadores dessa atividade, como o medo, os preconceitos enfrentados, as brincadeiras e a afetividade com as crianças, elementos que fortalecem os vínculos entre esses sujeitos. Como conclusão, compreende-se que os homens professores da educação infantil vivem conflitos referentes à sua sexualidade, à higiene das crianças e à relação com outros profissionais da instituição e com as famílias, que reverberam no exercício da docência e no seu modo de ser e de estar no mundo. Palavras-chave: Educação Infantil, Homens Professores, Preconceitos e Desconfianças, Fenomenologia.