Sintomas depressivos, qualidade de vida e estratégias de enfrentamento (coping) na doença renal crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Barbosa, Antonio Marcelo de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/105784
Resumo: Introdução - A ¿Kidney Disease Improving Global Outcomes¿, define doença renal crônica como a presença de alterações estruturais ou da função dos rins, por um período igual ou superior a três meses e com implicações na saúde do indivíduo. O objetivo deste estudo foi o de investigar a ocorrência de sintomas depressivos em pessoas portadoras de doença renal crônica. Metodologia - Caracterizou-se como transversal, analítico, com abordagem quantitativa e a partir de entrevistas de 147 pacientes em três unidades de saúde de Fortaleza. Foram utilizados o inventário de Beck, para sintomas depressivos e o inventário Coping de Jaloiwec na constatação do enfrentamento de eventos estressores. Resultados - De todos os pacientes entrevistados a maioria eram de homens (61,22%), com média de idade de 54,02 + 16,01 anos, pacientes em hemodiálise (65,3%), casados (50,34%), aposentados (45,57%), baixo nível de escolaridade (63,25%), e baixa renda (50,34%). 41,49% demonstraram interesse em assistência especializada em saúde mental. O enfrentamento de eventos estressores predominou o estilo otimista e focados no problema. 31,97% de todos os entrevistados apresentaram sinais de sintomas depressivos. Na análise multivariada idade avançada, preparação para o transplante, estado civil casado e tratamento prévio para doença mental correlacionaram-se com qualidade de vida, enquanto que grau de instrução, estado civil casado e tratamento prévio para doença mental correlacionaram-se com depressão (p < 0,05). Conclusão - O estudo demonstrou elevada ocorrência de sintomas depressivos entre pessoas portadores de doenças renais crônicas, elevado índice de pessoas desassistidas e desejosas de assistência de saúde mental, demonstrando uma realidade de subdiagnósticos nesta área. Demonstrou ainda um limitado nível sócio econômico e baixo nível de escolaridade entre portadores de doença renal crônica.