Percepção de médicos obstetras sobre a saúde mental dos homens na transição para a parentalidade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Linhares, Renata Pinheiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/113693
Resumo: A transição para a parentalidade pode se configurar como um período crítico na vida dos indivíduos que a vivenciam, e se há o deslumbre diante da chegada de um bebê, também pode ser um momento potencialmente provocador de adoecimento em uma unidade familiar. Todas as prerrogativas que se referem à gestação estão intrinsecamente associadas à figura materna, no entanto, não se pode olvidar a contextualização do pai como um dos protagonistas do fenômeno do nascimento, direcionando-se as atenções tão somente para a mãe e o nascituro. Ter acesso às percepções dos profissionais da saúde, quais sejam os obstetras, sobre o homem/pai é imprescindível para se compreender o fenômeno de invisibilidade paterna frente ao nascimento. A pesquisa realizada teve como objetivo, investigar as percepções de médicos obstetras sobre a saúde mental do homem, na transição para a parentalidade. Para a construção deste estudo optou-se pela análise de dados, através da análise de conteúdo de Bardin, sob a perspectiva teórico-metodológica da Hermenêutico-Dialética de Minayo. Ademais, algumas unidades de significação foram agrupadas e codificadas em temáticas essenciais ao objeto da pesquisa, destacando-se a participação secundária do pai; as políticas públicas, reafirmando-se essa participação secundária; e, invisibilidade da depressão pós-parto paterna. Certifica-se que usuários, gestores e profissionais da saúde devem ampliar o acesso do homem/pai aos serviços de saúde, no país, bem como aprimorar o cuidado e as políticas de humanização para efetivamente, auxiliá-los em suas necessidades essenciais.