Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
SANTOS, Priscila Figueiredo
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Orientador(a): |
SAMPAIO, Maria Iracilda da Cunha |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Oeste do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia
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Departamento: |
Instituto de Engenharia e Geociências
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufopa.edu.br/jspui/handle/123456789/143
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Resumo: |
Os primatas do Novo Mundo pertencem ao Infra Ordem Platyrrhini e estão distribuídos pelas florestas tropicais da América do Sul e América Central. Embora amplamente estudados, novas espécies continuam a ser descrita a áreas inexploradas da região amazônica. A subfamília Callitrichinae é a que possui a maior diversidade, com 41 espécies conhecidas, com pelo menos 60 táxons válidos. Esta subfamília reúne os platirrinos de menor porte, que ocorrem tanto na Amazônia quanto na Mata Atlântica. Suas espécies estão distribuídas em seis gêneros: Saguinus, Leontopithecus, Callimico, Callithrix, Mico e Cebuella. Para o presente estudo foram considerados os três gêneros mais derivados da subfamília, Callithrix, Mico e Cebuella, cuja taxonomia ainda tem muitas questões não resolvidas. As sequências de DNA do gene mitocondrial Citocromo b mitocondrial (Cyt B) foram obtidos para sete espécies de Mico, cinco de Callithrix e para o monotípico sagui pigmeu, Cebuella pygmaea. As análises filogenéticas foram realizadas utilizando Callimico goeldii como o grupo externo. Os arranjos filogenéticos mostraram monofiletismo recíproco do grupo da Mata Atlântica (Callithrix) em relação ao grupo Amazônico (Mico e Cebuella). Com respeito aos arranjos internos observou-se a seguinte configuração para Callithrix: a espécie C. aurita é claramente a mais basal em comparação com os outros táxons, mas há uma politomia envolvendo espécies C. jacchus, C. penicillata, C. geoffroyi e C. kuhlli. Para o grupo Amazônico foi observado Cebuella como a linhagem mais basal. Mico humilis aparece como a espécie resultante da primeira diversificação no gênero, seguindo-se de uma radiação explosiva que originou as outras espécies de Mico. A posição taxonômica de "humilis", se como espécie de Mico ou espécie de um gênero novo (Callibella), foi avaliada com base em divergências nucleotídicas. Os dados mostram que a divergência de "humilis" em relação a outras espécies Mico é menor do que a divergência de Callithrix aurita em relação a outras espécies de Callithrix. Portanto, podemos concluir que, se "humilis" merece o estatuto de gênero diferente, como postulado por alguns autores, os mesmos critérios devem ser aplicados para elevar “aurita” a um gênero novo, separando-a de Callithrix. Finalmente, Cebuella pygmaea, até o presente reconhecida pela literatura como monotípica, parece conter mais de uma espécie, já que elevadas divergências nucleotídicas foram observadas entre os indivíduos analisados neste estudo. Os resultados da presente análise são bastante informativos para elucidar aspectos importantes da história evolutiva dos primatas pequenos da subfamília Callitrichinae. |