Análises cromossômica e molecular de Pterygoplichthys Pardalis (Castelneau, 1855) (Siluriformes: loricariidae): uma espécie nativa da Bacia Amazônica e invasora em outros países

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: https://orcid.org/0000-0002-8985-9000 lattes
Outros Autores: GUIMARÃES, Alcimara dos Santos
Orientador(a): RODRIGUES, Luís Reginaldo Ribeiro lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Oeste do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia
Departamento: PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
COI
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufopa.edu.br/jspui/handle/123456789/1137
Resumo: Pterygoplichthys pardalis é uma das 15 espécies que compõem o gênero Pterygoplichthys Família Loricariidae, Ordem Siluriformes. Esse grupo de peixes é nativo da América do Sul, porém existe registro de introdução em cinco continentes e populações exóticas de P. pardalis já se estabeleceram em 16 países. Apesar da importância comercial e socioambiental P. pardalis ainda é pouco estudada sob o enfoque genético. Neste trabalho, descrevemos pela primeira vez o cariótipo de P. pardalis e comparamos indivíduos de populações nativas e exóticas através do gene mitocondrial citocromo oxidase subunidade I (COI). Foram analisados 10 indivíduos coletados no Lago Pacoval e Lago Arapixuna, margem direita do rio Amazonas. O cariótipo apresentou número diploide 2n=52 e NF=100 sem variação morfológica entre machos e fêmeas. A localização das regiões organizadoras de nucléolo e do marcador ribosomal 18S foram coincidentes no par 14, enquanto o sítio 5S foi detectado em posição intersticial do par 13. A heterocromatina constitutiva é restrita e localizada na região telomérica de apenas quatro pares, dos quais três registraram sinais CMA3 positivo na mesma localização. Marcações teloméricas foram observadas apenas nas extremidades dos cromossomos. A espécie P. pardalis divergiu de outros congêneres por variação na fórmula cariotípica. A variação molecular do gene COI revelou cinco mutações que diferenciam quatro haplótipos. O haplótipos 1 é o mais frequente e compartilhados por indivíduos de populações nativas e exóticas. A população exótica das Filipinas é a mais diversa e pode representar o evento original de introdução de P. pardalis no sudeste asiático.