Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
CORRÊA, Viviane Vasconcelos
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Orientador(a): |
MOURA, José Mauro Sousa de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Oeste do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia
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Departamento: |
Instituto de Engenharia e Geociências
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufopa.edu.br/jspui/handle/123456789/605
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Resumo: |
O fogo tem causado mudanças nas populações e comunidades dos organismos da savana em Alter do Chão, por meio de efeitos diretos ou indiretos. Entretanto, ainda não está claro como a vegetação arbustiva-arbórea é afetada, porque estudos de monitoramento não haviam sido realizados até então. O objetivo desse estudo foi avaliar a estrutura da vegetação arbustiva-arbórea submetida a diferentes regimes de fogo em uma mancha de Savana Amazônica em Alter do Chão - PA. Simultaneamente, analisar as variações que ocorreram nessa vegetação no intervalo de dez anos, considerando o fogo como principal agente de mudança. A área de estudo está localizada entre a cidade de Santarém e o distrito de Alter do Chão, no Estado do Pará. Em 2008, foram alocadas duas parcelas permanentes de 1 ha cada uma (100 x 100 m), localizadas em áreas com ocorrência de fogo distintas, definidas como Savana com fogo (SCF) e Savana sem fogo (SSF). Foi realizado inventário florístico dos indivíduos arbustivos-arbóreos com diâmetro a 1,30 cm do solo (DAP) ≥ 10 cm, e essas parcelas foram avaliadas novamente em 2018 para análise da dinâmica da vegetação. Outras 12 parcelas retangulares de 10 x 250 m (0,25 ha) foram instaladas e todos indivíduos arbustivos-arbóreos com altura a partir de 2 metros e diâmetro a 30 cm do solo (D30) a partir de 5 cm foram mensurados. Em cada uma dessas parcelas, foi delimitada uma área de 1 m x 250 m, onde foram amostrados indivíduos com 5 cm < D30 ≥ 2 cm. O principal resultado obtido foi que o regime de fogo influenciou significativamente a estrutura atual da vegetação arbustiva-arbórea, reduzindo densidade e área basal dos indivíduos. Pode-se dizer que 45% da densidade e 44% da área basal atuais são explicados pelo número de incêndios ocorridos. A diversidade de espécies foi diferente entre as áreas analisadas e entre os períodos avaliados, mas em geral foi menor para a SCF e maior para SSF. A densidade e área basal foram maiores na SSF do que na SCF em ambos os períodos avaliados. As taxas de mortalidade superaram as taxas de recrutamento na savana de Alter do Chão, tanto na SCF quanto na SSF, o que resultou em balanço negativo entre essas taxas. Esse desbalanceamento não interferiu na ocorrência das espécies que apresentam densidade elevada e boa sobrevivência, essas conseguiram se destacar e dominar o ambiente. Em 2008, na SCF as espécies Salvertia convallariodora, Himatanthus drasticus, Anacardium occidentale, Byrsonima crassifolia e Vatairea macrocarpa foram as mais importantes, enquanto na SSF as espécies Salvertia convallariodora, Qualea grandiflora, Pouteria ramiflora, Byrsonima crassifolia e Handroanthus sp. foram as mais importantes. Em 2018, na SCF as espécies Salvertia convallariodora, Himatanthus drasticus, Anacardium occidentale, Byrsonima crassifolia, Byrsonima coccolobifolia foram as mais importantes, enquanto na SSF as espécies Salvertia convallariodora, Qualea grandiflora, Pouteria ramiflora, Byrsonima crassifolia, Tachigali vulgaris, Himatanthus drasticus, Xylopia aromatica e Simarouba amara foram as mais importantes. Considerando a estrutura observada na SCF e SSF em 2008, apesar das mudanças, as comunidades estudadas apresentaram elevada estabilidade, mantendo sua estrutura e diversidade de espécies ao longo do tempo. |