Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Floriano, Eliana Menossi da Silva |
Orientador(a): |
Nardoque, Sedeval |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2495
|
Resumo: |
O objeto de estudo desta dissertação é a abordagem da relação campo-cidade, sob o viés da Questão Agrária, no âmbito da disciplina de Geografia e nos currículos oficiais, principalmente no paulista. Tal objeto surgiu da inquietação da autora na relação teórico-prática como docente na rede pública estadual de São Paulo, há mais de vinte anos, com o propósito da temática aproximar-se com a realidade concreta, principalmente dos alunos e das alunas da Educação Básica. As transformações ocorridas no campo brasileiro, desde a metade do século XX, impulsionadas pela tecnificação do sistema produtivo, conhecido como “modernização da agricultura”, alteraram as relações estabelecidas entre o campo e a cidade, intensificando-as. Desta maneira, se fazem necessários estudos no contexto mais amplo, da Questão Agrária, como a concentração fundiária; processos de expropriação, expulsão e exclusão dos trabalhadores; a luta pela reforma agrária; os movimentos de resistência camponesa; relação campo-cidade, imprescindíveis, portanto, ao debate aqui proposto. Nos documentos oficiais, norteadores do ensino de Geografia, em nível nacional – os Parâmetros Curriculares Nacionais, e estadual – o Currículo Oficial de Geografia do Estado de São Paulo, negligenciam tais questões. Em geral, associa-se ao campo brasileiro a ideia de atraso, enquanto a cidade representa o moderno. Por outro, o campo moderno, produtivo, é o campo da agricultura capitalista e seus negócios derivados. Não há debates mais aprofundados acerca das diferenciações no campo brasileiro, as diferentes territorialidades, formadas a partir de diferentes grupos sociais, que estabelecem relações sociais, políticas e de poder, manifestando, portanto, diferentes territorializações em frações no território capitalista: o território da agricultura capitalista e das grandes empresas vinculadas ao setor, as frações do território, como a do camponês, do indígena. O território está em disputa, mas negligenciado nos currículos oficiais. Nesta perspectiva, propõem-se atividades, sequências didáticas, para o Ensino Básico centradas, a partir da Questão Agrária, e suas particularidades e contradições, e vinculadas ao processo de territorialização do capital e de monopolização do território, não perdendo de vista as relações campo-cidade sob o viés da análise territorial. |