Eficiência de intervenções na limpeza e desinfecção de superfícies numa estratégia de saúde da família

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Santos Junior, Aires Garcia dos
Orientador(a): Ferreira, Adriano Menis
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/3097
Resumo: Superfícies ambientais contaminadas podem favorecer a transmissão de microrganismos. Diante disso, uma estratégia para amenizar esse impacto é o desenvolvimento de um processo de limpeza e desinfecção (L&D) eficiente, utilizando métodos de monitoramento. Partindo-se desse contexto, esse estudo teve por objetivo avaliar o impacto de um programa de intervenção na limpeza e desinfecção (L&D) de superfícies de uma unidade da Estratégia Saúde da Família. Tratou-se de uma de intervenção prospectiva com abordagem quantitativa. O estudo foi composto por quatro fases: fase I (diagnóstico situacional), fase II (programa de intervenção), fase III (avaliação da L&D imediatamente após o programa de intervenção) e a fase IV (avaliação da L&D em longo prazo). Desenvolveu-se o programa de intervenção junto à equipe de L&D, com o monitoramento por meio dos métodos: avaliação visual, quantificação da adenosina trifosfato (ATP) e contagem de unidades formadoras de colônias (UFC), padronização do saneante utilizado, alinhamento de técnicas e insumos utilizados. No final de cada etapa, obteve-se o total de 240 avaliações, o que representa um total de 720 avaliações realizadas ao término das fases I, III e IV, considerando os três métodos de monitoramento visual, ATP e UFC. Observou-se que, na fase I, obtiveram-se taxas de reprovação de 57,5%, 20,0% e 90%. Após o programa de intervenção, os quantitativos de reprovação em curto prazo diminuíram para 0%, 2,5% e 50% (dados da fase III); e, em longo prazo, para 5%, 0% e 65% (dados fase IV) para os métodos visual, ATP e cultura, respectivamente. Portanto, com a presente investigação, foi possível identificar redução da carga microbiana por meio dos valores das UFC e das leituras de ATP em todas as superfícies avaliadas, comparando-se o antes e o após a implementação de um programa de L&D. Embora essa redução não tenha sido estatisticamente significativa em todas as superfícies avaliadas, é importante destacar que, antes da intervenção na fase I, apenas a superfície mesa de consulta teve diferença significativa. Quanto à fase III, tivemos sete superfícies com resultados significativos: balcão da recepção (P=0,021), mesa ginecológica (P=0,014), carrinho de curativo (P=0,030) e mesa de consulta de enfermagem (P=0,014); três casos para contagem de bactérias: balcão da recepção (P=0,014), maca do paciente (P=0,042) e mesa de consulta de enfermagem (P=0,014), na fase IV, verificaram-se oito resultados significativos. Sendo assim, sugere-se então que o programa de intervenção implementado, teve um impacto positivo.