Correspondência de viagem: brasileiros na Europa oitocentista 1855 a 1898

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Janete Flor de Maio Fonseca
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/VCSA-8W3E2J
Resumo: Uma análise sobre estas viagens de brasileiros pela Europa oitocentista apresenta novos indícios sobre as trocas culturais nelas estabelecidas. Uma realidade que não pode ser vista apenas como de dependência cultural do grupo brasileiro em relação à cultura europeia. Pelo menos em depoimentos dos nossos viajantes brasileiros, encontraremos latente uma forte brasilidade que os leva a se deparar em território europeu com elementos capazes de remetê-los ao Brasil. Procuramos compreender a viagem como uma experiência cultural capaz não apenas de reafirmar valores e modos de ver o mundo , mas também como um exercício de formação e reflexão que no caso dos brasileiros em especial,lhes permitiu reordenar o olhar sobre si próprios e também sobre o Brasil. Destacamos a partir disso que durante as viagens à Europa na segunda metade do século XIX, membros da elite letrada , política e cultural brasileira não apenas agiram como observadores deslumbrados diante das cidades e da cultura européia, mas realizaram comparações e distinções importantes entre a cultura ali encontrada e a sua própria cultura. Diante da experiência do deslocamento em vários momentos reforçaram as fronteiras reafirmando sua condição de estrangeiros, e rearticulando sua visão sobre o Brasil e a Europa. Mas para que possamos compreender isso é necessário refletirmos sobre alguns caminhos percorridos na construção da representação da viagem como um elemento no imaginário sócio-cultural das elites brasileiras oitocentistas.