Individualismo global e agência de grupos
Ano de defesa: | 2022 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil FAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Programa de Pós-Graduação em Filosofia UFMG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/46371 |
Resumo: | Argumento nesta tese que há razões liberais para rejeitar o que chamo de “individualismo global”, que é a conjunção de duas perspectivas fortemente associadas ao liberalismo: o atomismo social e o individualismo normativo. De acordo com a primeira perspectiva, o mundo social é composto apenas por agentes individuais e suas ações. A segunda sustenta que todas as propriedades normativas são redutíveis a propriedades normativas individuais. Meu argumento tem a seguinte estrutura: após sugerir que o individualismo global não representa o liberalismo erradamente, recorro a alguns insights recentes do campo da ontologia social para mostrar que ele é incompatível com o cumprimento apropriado de um princípio liberal importante que diz respeito à proteção dos direitos individuais ao longo do tempo. Em outras palavras, mostro que há uma tensão forte e em alguma medida negligenciada dentro do próprio liberalismo. Como sustento, para resolver o problema, precisamos aceitar a ideia de grupos ontologicamente irredutíveis atuando, como colocam Christian List e Philip Pettit, “no espaço das obrigações”. Essa solução, contudo, é custosa para o liberalismo, pois a aceitação de propriedades normativas atribuídas a coletivos compele os liberais para uma posição muito menos individualista do que o esperado. Concluo com a discussão de algumas objeções à própria ideia de agência de grupos. |