Ultrassom intra-coronariano na avaliação longitudinal da progressão volumétrica da aterosclerose coronariana e seu valor diagnóstico em relação à reserva de fluxo fracionada: meta-análises
Ano de defesa: | 2012 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/BUOS-9DFGH9 |
Resumo: | A tomada de decisões para pacientes com doença coronariana intermediária ainda é um dilema no laboratório de Hemodinâmica, dada a conhecida limitação da angiografia planar em determinar a morfologia da doença e seu significado funcional. A utilização de avaliação fisiológica invasiva através da Reserva de Fluxo Fracionada (FFR) provou ser uma importante ferramenta complementar a necessidade de intervenção em lesões coronarianas intermediárias. O ultrassom intra-coronariano (IVUS), um método capaz de prover imagens tomográficas de todas as camadas vasculares em alta definição, tem sido proposto como um método alternativo nesta tomada de decisões. Entretanto, considerandose a natureza multifatorial da repercussão hemodinâmica de uma placa, vários estudos já foram realizados buscando avaliar qual área luminal mínima ao IVUS melhor se correlaciona com um FFR significativo (0,75 ou 0,80), mas não há uma análise combinada de acurácia destes estudos publicada.Grande esforço tem sido feito para se entender os mecanismos envolvidos no padrão de progressão da aterosclerose coronária. Consideráveis evidências sugerem que o processo de formação da placa aterosclerótica se inicia na infância e progride lentamente através da idade adulta, quando as manifestações clínicas da doença ocorre, após um longo período silencioso. O IVUS tem sido amplamente utilizado para a avaliação longitudinal de progressão da placa coronariana, sendo que variáveis derivadas de suas medidas são propostas como desfechos avaliados na investigação da efetividade de medidas clínicas. No entanto, a avaliação quantitativa de progressão temporal da placa coronariana, buscando-se determinar um modelo preditivo desta evolução ainda não foi feito.Este projeto é composto de duas meta-análises: 1- meta-análise de estudos que compararam a área luminal mínima medida ao IVUS com o FFR, buscando determinar o melhor ponto de corte que se correlacione com lesões funcionalmente significativas, para a realização de análise combinada da acurácia diagnóstica do IVUS versus o FFR. 2- metaanálise de estudos que avaliaram longitudinalmente a progressão percentual do volume de placa coronariana ao IVUS, com ou sem intervenções específicas na janela de tempo avaliada, objetivando testar se, neste período, existe associação linear entre o tempo de seguimento e o percentual de progressão da placa aterosclerótica.A partir destas meta-análises, concluímos que a acurácia combinada da área luminal mínima ao IVUS para predizer um FFR significativo é limitada e ainda não bem estabelecida, dada a significativa heterogeneidade metodológica observada. Com base nestes dados, seu impacto na decisão clínica (efeito sobre a probabilidade pré-teste) é moderado a baixo, com performance discretamente superior para excluir doença significativa. A mudança do volume de placa coronariana, avaliada pelo IVUS, ainda é um método em padronização, e parece não haver associação entre a variação percentual ou absoluta da placa e o tempo, sugerindo não linearidade do processo, tanto para o agrupamento de todos os braços quanto para os braços controle em separado. |