Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Teixeira, Roberta da Silva
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Orientador(a): |
Colugnati, Fernando Antonio Basile
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Banca de defesa: |
Chaoubah, Alfredo
,
Moraes Junior, Celso Souza de
,
Martins, Leonardo Fernandes
,
Caetano, Rosângela
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Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Saúde Brasileira
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Departamento: |
Faculdade de Medicina
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11944
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Resumo: |
Mesmo com todo o esforço na elaboração de diretrizes embasadas por evidências e na ratificação de abordagens eficazes, o engajamento dos fumantes com o tratamento antitabagista representa um expressivo entrave no curso da cessação do tabaco. A utilização de ferramentas de auxílio à decisão para informar os usuários sobre as opções terapêuticas disponíveis e a tomar uma decisão informada poderiam impactar na saúde pública. E-healths, como o software “Pare de Fumar Conosco” podem ser atuantes no tabagismo. Diante os recursos limitados, na avaliação da implementação de uma tecnologia é substancial que além da efetividade, o custoefetividade também seja apurado. Por meio de um ensaio clínico randomizado, o objetivo do estudo foi avaliar a efetividade dessa ferramenta eletrônica, bem como o seu custo-efetividade, comparativamente à abordagem básica, que segue os padrões do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Um total de 243 participantes foram recrutados e randomizados em dois braços de tratamento. Após a submissão das intervenções (software e abordagem básica), foi procedido um convite para os fumantes ingressarem no tratamento convencional do tabagismo, disponibilizado durante 12 semanas por um polo antitabagismo. Desfecho primário, tomada de decisão informada, e secundários (nível de motivação, cessação do fumo, aderência e conclusão do tratamento) foram mensurados no decorrer do seguimento. A partir dessas inferências, foram estimadas as probabilidades que compuseram o modelo econômico, realizado nas perspectivas do prestador de serviços e do Sistema Único de Saúde (SUS), com o horizonte temporal de um ano. Medidas de benefícios foram a tomada de decisão informada e a cessação do tabagismo. Custos das tecnologias envolvidas e do polo antitabagismo foram mensurados por fontes de primárias e secundárias. Razão de custo-efetividade incremental (RCEI), análises de sensibilidade determinística e probabilística de Monte Carlo (1000 interações) foram realizadas. Não foi adotado nenhum limiar de disposição a pagar. A tomada de decisão informada e conclusão do tratamento foi superior no software, na ordem de, respectivamente, 31% e 20%. Em ambos os grupos, o nível de motivação foi elevado (≥ 95%). Ainda com o decréscimo inerente à população tabagista, a aderência foi favorável à ferramenta eletrônica, enquanto a cessação do tabagismo ao grupo controle. Após ajustar fatores confundidores, foi constatada uma razão de incidência para tomada de decisão de 2,2 (95%IC - 1,06-4,63) para o grupo intervenção. Na avaliação econômica, a RCEI de todos os casos-base foi dominante (R$ - 2.585.178, 29 a R$ - 325.001,20). O software evidenciou um menor custo e uma maior efetividade em comparação à estratégia padrão do INCA. Aspectos com maior impacto na diminuição da RCEI dos modelos econômicos foram a redução do custo do software e aumento do custo da abordagem básica. Em todas as análises probabilísticas, o percentual de interações foi majoritário no quadrante do plano de custo-efetividade referente ao menor custo e maior efetividade (53,6% a 82,5%). O presente estudo indicou que a ferramenta eletrônica é clinicamente efetiva e “cost-saving” em relação à abordagem básica na atuação contra o tabagismo. |