A hermenêutica Bíblica na modernidade a partir da contribuição de Erich Auerbach e Paul Ricoeur
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião
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Departamento: |
ICH – Instituto de Ciências Humanas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2021/00123 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14433 |
Resumo: | Há lugar para a Bíblia na Modernidade? Em havendo, qual seria esse lugar, como se daria sua recepção? A presente tese, ao levar em conta estas questões iniciais, tem por objetivo discutir os caminhos possíveis para propor uma hermenêutica bíblica na modernidade, a partir da contribuição de Erich Auerbach e Paul Ricoeur. Ao perseguir este ideal, especial atenção será destinada aos conceitos de, Figura em Auerbach, e de Metáfora em Paul Ricoeur, objetivando visualizar tanto suas possíveis aproximações quanto distensões, para aplicabilidade na construção de horizontes para a hermenêutica bíblica.Em Auerbach encontramos a permanência e prevalência do modelo de interpretação figural mesmo após a quebra da moldura medieval pela vigência da modernidade. A noção de Figura, que açambarca mais do que um convite à tipologia, enseja uma forma de representação que estabelece vínculos de identificação com o leitor pela identidade do personagem e, no caso bíblico, do convite à sua construção e interpretação em outros planos. A necessidade de uma postura humilde para a leitura também é necessária para que a postulação ricoeuriana de refiguração, da projeção de um mundo do texto possa ser acolhida pelo leitor. Por sua vez em Ricoeur, a grande contribuição evocada nesta tese está focada na noção da Metáfora, através da qual a consciência pode se ver representada e a revelação, especialmente a noção de Reino de Deus encontra guarida na linguagem, sob tudo na forma de parábolas. Atravessando a intertextualidade ricoeuriana e a interpretação figural auerbachiana, a tese acena à construção de uma identidade narrativa apoiada, no caso, pelo texto bíblico. Ao final, é proposto o resgate da tese de Ricoeur de que mais do que uma função, a linguagem bíblica é em sua essência poética, presente na configuração dos personagens e do texto, assim como na abertura para as apropriações pelo leitor. Na conclusão desta tese, propomos horizontes para o melhor exercício da hermenêutica bíblica na modernidade. |