O tamanho faz diferença? O efeito dos diferentes morfotipos na ecofisiologia da cianobactéria formadora de florações Microcystis aeruginosa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Mello, Mariana Mendes e lattes
Orientador(a): Roland, Fábio lattes
Banca de defesa: Cardoso, Simone lattes, Dias, Roberto, Noyma, Natália
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ecologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6608
Resumo: A capacidade da cianobactéria Microcystis aeruginosa de formar colônias vem sendo apontada como importante característica frente a adversidades ambientais, como por exemplo proteção contra predação e a criação pela mucilagem de um microambiente favorável às células. Entretanto, a formação de colônias e seus mecanismos e vantagens ainda não são completamente compreendidos. Neste estudo o principal objetivo foi contribuir para a compreensão do papel de diferentes morfotipos (unicelular e colonial) na ecofisiologia de M. aeruginosa. Em ambientes naturais, florações de cianobactérias ocorrem predominantemente na forma colonial, entretanto, por questões técnicas, os experimentos são realizados tradicionalmente com culturas unicelulares. Portanto, a intensão desta tese foi contribuir para desenvolvimento de técnicas para o manejo de florações de cianobactérias utilizando uma abordagem ambientalmente mais realista através da realização de experimentos com culturas coloniais. Nossos resultados apontaram que a forma colonial de M. aeruginosa promoveu uma vantagem na proteção das células contra agentes químicos como peróxidos, de forma que a aplicação de doses mais altas pode ser necessária no caso de mitigação de florações com predominância de Microcystis colonial. Além disso, as doses de peróxido capazes de causar a liberação significativa de microcistinas (MC) pelo morfotipo unicelular não aumentaram a concentração de MC liberada pelo morfotipo colonial. Na avaliação dos efeitos dos antibióticos, o morfotipo colonial apresentou maior resistência ao antibiótico oxytetraciclina, enquanto que o antibiótico enrofloxacina afetou igualmente ambos os morfotipos. Além disso, o morfotipo unicelular desenvolveu resistência a oxytetracyclina mais rapidamente do que o morfotipo colonial. Desta forma, sugerimos que o rápido desenvolvimento de resistência ao antibiótico deve ser cuidadosamente levado em consideração. Por fim, ao testar o método de Flock & Sink, a aplicação de lastro removeu significativamente a biomassa do morfotipo colonial enquanto o morfotipo unicelular demandou a aplicação de lastro e coagulante. A conclusão geral da tese é que os morfotipos de M. aeruginosa influenciam significativamente o efeito de diferentes substâncias químicas utilizadas com o objetivo de controlar o crescimento de cianobactérias. Enfatizamos que para o manejo de florações de cianobactérias é necessária uma cuidadosa análise sistêmica e da comunidade de cianobactérias antes da tomada de decisões para a aplicação de medidas de mitigação.