Exportação concluída — 

Efeito agudo de um benchmark do CrossFit® sobre as funções executivas e parâmetros fisiológicos e a interdependência dos fatores personalidade, habilidades mentais e funções executivas associada aos parâmetros fisiológicos de acordo com a performance

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Brito, Michele Andrade de lattes
Orientador(a): Miarka, Bianca lattes
Banca de defesa: Coimbra, Danilo Reis lattes, Aedo-Muñoz, Esteban Ariel lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Educação Física
Departamento: Faculdade de Educação Física
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11853
Resumo: A psicologia associada à neuropsicologia surge com aplicação recente no esporte, analisa relações da cognição, comportamento e fisiologia, ligadas ao desempenho do atleta. Esse panorama apresenta uma modalidade que vem chamando atenção, o CrossFit® - programa de condicionamento físico extremo, com alta intensidade. Este estudo objetiva analisar o efeito agudo de um benchmark do CrossFit® sobre as funções executivas e os parâmetros fisiológicos e investigar a interdependência dos fatores personalidade, habilidades mentais e funções executivas, associados aos parâmetros fisiológicos de acordo com a performance. Os participantes foram divididos em função do próprio desempenho no benchmark, grupo Elite (E) (n=07; idade: 28,9±4,7 anos; pratica: 50,0±13,3 meses), grupo Avançado (A) (n=10; idade: 33,4±4,6 anos; tempo de prática: 27,6±13,8 meses) e grupo Iniciante (I) (n=15; idade: 30,6±7,1 anos; tempo de prática: 22,9±9,2 meses). Pesquisa préexperimental, interdisciplinar, descritiva e transversal, composta por praticantes de CrossFit®. Dividida em duas etapas: primeira, caracteriza-se e compara-se as avaliações antropométricas, personalidade, habilidades mentais e a função executiva entre os grupos; na segunda, comparam-se grupos e momentos pré-WOD e pós-WOD em variáveis fisiológicas (frequência cardíaca, concentração de lactato, pressão arterial diastólica e sistólica) e função executiva no benchmark (WOD Fran) e correlações entre os efeitos fisiológicos e neuropsicológicos. A análise estatística utilizou a ANOVA com fator independente (grupo) e medidas repetidas (pré-WOD versus pós-WOD) e o Coeficiente de Pearson para correlação. Os dados foram descritos em média (M) ± desvio padrão (DP). O resultado mostrou diferença significante em relação ao desempenho no WOD Fran (E: 177,1±29,8 s < A: 314,3±46,8 s e I: 538,2±102,1 s) e, a comparação entre momentos, em funções executivas: total cinco dígitos (A:19,2±3,1 ˃ E:17,4±3,6 e I:18,9±3,6 Pk), leitura (E: 76,4±20,6 Pk ˃ A: 75,5±28,9 Pk e I: 74,6±22,3 Pk), contagem (E: 86,4±10,7 Pk ˃ A: 77,5±20,6 Pk e I: 81,1±21,1 Pk), escolha (E: 89,3±9,8 Pk ˃ A: 89,0±9,7 Pk e I: 74,6±22,8 Pk), alternância (A: 91,0±8,4 Pk ˃ E: 86,4±10,7 Pk e I: 76,4±21,7 Pk), controle (A: 76,5±12,5 Pk ˃ E: 76,4±20,2 Pk e I: 68,6±18,3 Pk), flexibilidade (A: 93,0±6,3 Pk ˃ E: 89,3±9,7 Pk e I: 86,1±11,1 Pk), lactato (E:13,1±1,8 mmol < A: 15,1±3,2 mmol e I: 16,1±3,7 mmol), frequência cardíaca (E:188,0±6,6 bpm ˃ A: 174,1±16,1 bpm e I: 185,1±8,9 bpm), pressão artérial sistólica (E:149,7±11,5 mmHg < A: 151,0±9,2 mmHg e I: 152,5±8,1 mmHg), e pressão arterial diastólica (E: 73,4±6,2 mmHg ˃ A: 72,8±9,6 mmHg e I: 69,3±7,1 mmHg). Correlações significantes no grupo Elite no lactato e aparência (r=0,925, p=0,003) e pressão arterial sistólica e escolha (r=-0,881, p=0,009). Grupo Avançado correlações significantes em tempo do WOD e extroversão (r=-0,660, p=0,038), lactato e confiança (r=- 0,712, p=0,021) e frequência cardíaca e leitura (r=0,873, p=0,001). Grupo Iniciante correlações significantes em tempo do WOD e Realização (r=0,627, p=0,012), lactato e constância (r=-0,752, p=0,045) e lactato e flexibilidade, r=0,731, p=0,002. Os resultados confirmam que o exercício de alta intensidade mostra-se uma estratégia capaz de induzir agudamente os mecanismos fisiológicos e intervir no desempenho das funções executivas e, consequentemente, melhorar o desempenho dos praticantes.