Avaliação da resposta imune inata no desenvolvimento do modelo de Encefalomielite Autoimune Experimental (EAE)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Evangelista, Marcilene Gomes lattes
Orientador(a): Ferreira, Ana Paula lattes
Banca de defesa: Santos, Ana Cristina Gomes lattes, Alves, Caio Cesar de Souza lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
EAE
APC
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/5291
Resumo: A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória, crônica e desmielinizante do sistema nervoso central (SNC). É na maioria dos casos grave e incapacitante, afetando cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo mundo. Encefalomielite autoimune experimental (EAE) é um modelo murino de doença autoimune, mediada por linfócitos Th1 e Th17, desenvolvido para o estudo da EM. O protocolo de indução do modelo utiliza o adjuvante completo de Freund (CFA) que contem padrões moleculares associados ao patógeno (PAMPs) que se ligam aos receptores Toll-like (TLRs), expressos em células apresentadoras de antígeno (APC), cruciais para ativação dos linfócitos T. Estes receptores são necessários à indução da EAE, ativando vias de sinalização nas células da imunidade inata e adaptativa, que podem induzir a produção de mediadores pró-inflamatórios, responsáveis pela lesão no SNC, ou mediadores anti-inflamatórios, que podem participar da regulação da doença. O presente estudo avaliou a resposta imune inata na fase inicial de desenvolvimento da EAE em camundongos C57BL/6 imunizados com o peptídeo MOG35-55 (glicoproteína mielínica de oligodendrócitos) e CFA (grupo EAE) ou somente CFA (grupo MOG negativo). Os animais foram sacrificados nos dias 2, 4 e 7 após a indução do modelo. Os linfonodos inguinais e a medula espinhal foram removidos e submetidos à análise histológica, dosagens de citocinas e quimiocinas, assim como avaliação da expressão dos TLRs. Os resultados obtidos indicaram que somente os animais do grupo EAE desenvolveram sinais clínicos da doença. Este grupo também apresentou intenso infiltrado celular na medula espinal no 7º dia após a indução, níveis elevados de quimiocinas CCL5 e CCL20 e citocinas IL-6, IL-12, IL-1β, TNF-α, IFN-γ, IL-17, IL-10 e TGF- β no SNC, além de maior número de APCs expressando TLR3, TLR4 e TLR9. Desta forma, estes dados sugerem que a expressão dos TLRs e a produção das citocinas pró-inflamatórias mostram-se como sendo fatores críticos para a indução da EAE e, o aumento de padrões anti-inflamatórios, ainda nos pontos iniciais do desenvolvimento da doença, sugere o uso destes padrões, como mecanismos de regulação do modelo experimental e, possivelmente da EM.