Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Junqueira, Flávia Campos
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Orientador(a): |
Alvarenga, Nilson Assunção
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Banca de defesa: |
Pernisa Júnior, Carlos
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Pereira, Vinicius Andrade
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Comunicação
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Departamento: |
Faculdade de Comunicação Social
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2138
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Resumo: |
O presente trabalho tem como objetivo geral compreender a percepção humana a partir da potencialidade sígnica das linguagens criadas com os recursos materiais de cada período histórico. Sob o argumento de que a evolução material pode afetar a sensorialidade humana, a obra Um homem com uma câmera, do cineasta Dziga Vertov, é analisada a partir da visão de autores modernos e contemporâneos escolhidos para embasarem o pensamento. Focado no início do século XX, o trabalho é contextualizado historicamente para que a produção sígnica dos meios possa ser acompanhada. Inspirado pela semiótica de Peirce, o estudo busca nas perspectivas materialistas, aproximar autores que refletem de alguma maneira sobre as tecnologias de comunicação e a percepção do homem. Apoiado no conceito de signo e nas fases do processo semiótico – Primeiridade, Secundidade e Terceiridade – o trabalho lança mão dos conceitos de choque, afetividade e experiência estética, a fim de entender o período moderno, com seus movimentos culturais e o desenvolvimento urbano-industrial, como responsável pela adaptação do homem a uma realidade esteticamente mais rica. Neste sentido, a definição peirceana de signo serve como ponto de convergência para a articulação de conceitos de matrizes teóricas diversas. Hoje características de linguagens vanguardistas são exploradas pelos meios de forma corriqueira. Sob estes aspectos, a obra de Vertov é resgatada considerando sua linguagem como representativa de uma experiência de realidade cada vez mais baseada nos sentidos, assim como de um olhar moderno, construtor da estética explorada cotidianamente nos meios digitais. |