Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Francisquini, Isabella de Almeida
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Orientador(a): |
Devito, Karina Lopes
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Banca de defesa: |
Rabelo, Gustavo Davi
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Mainenti, Pietro |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Clínica Odontológica
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Departamento: |
Faculdade de Odontologia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9078
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Resumo: |
Introdução: Durante a instalação de implantes dentários, o procedimento de osteotomia é necessário para a criação do sítio cirúrgico. Os danos ósseos podem ser gerados tanto durante a osteotomia quanto nos procedimentos de instalação do implante. O objetivo deste trabalho foi avaliar a formação de dano ósseo durante o procedimento de osteotomia para instalação de implante em estudo experimental ex vivo avaliando, também, a influência de diferentes protocolos de velocidade de fresagem na criação desses danos. Materiais e Métodos: Os espécimes consistiram de 6 fragmentos ósseos (90x40mm), extraídos de duas costelas bovinas frescas e divididos em 3 grupos de acordo com a velocidade de fresagem: 1200 rpm (Grupo 12, n = 6), 800 rpm (Grupo 8, n = 6) e 400 rpm (Grupo 4, n = 6). Após o procedimento de osteotomia, os fragmentos ósseos foram segmentados e um total de dezoito blocos ósseos foram corados com Xylenol Orange, desidratados e incluídos em metilmetacrilato. Duas lâminas foram obtidas por bloco, uma incluindo a perfuração (L1) e a outra na área adjacente (L2). As amostras foram avaliadas nas regiões corticais e trabeculares sob microscopia de fluorescência e de luz polarizada (total de 32 lâminas, com 4 lâminas perdidas durante o processamento). A formação de dano ósseo foi avaliada juntamente com a área óssea total (B.Ar). A densidade das fraturas foi avaliada (Fr.D=Número/mm2), juntamente com a morfologia e a densidade (Cr.D=Número/mm2) dos microdanos (linear ou difuso). Ainda, a presença de espículas ósseas foi avaliada por escores (S). Para melhor visualização e caracterização em profundidade, duas lâminas foram utilizadas para avaliar a estrutura tridimensional de microtrincas lineares por microscopia confocal. Resultados: Foram encontrados todos os tipos de danos avaliados (fratura, microdano linear, microdano difuso e presença de espículas ósseas) nos três grupos avaliados e nas duas regiões da osteotomia. Houve uma associação significativa entre a formação de danos e o tipo de osso, (p=0,0016) com mais danos no osso trabecular do que no cortical. Uma correlação positiva entre as densidades de fratura e de microdanos (p = 0,05, r 0,54) foi encontrada. Não houve diferença entre os três grupos de velocidade. A visualização tridimensional das microtrincas lineares foi útil para distinguir a profundidade dos danos. Conclusão: Os danos ósseos foram gerados após o procedimento de osteotomia, incluindo: microdanos lineares, microdanos difusos, fraturas e formação de espículas ósseas. A formação dos danos foi associada mais com o osso trabecular do que com o cortical. Dentro das limitações do estudo, sugere-se que diferentes velocidades de perfuração não foram relevantes para aumentar a formação de danos ósseos. |