Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Goulart, Henrique Rodrigues de Andrade
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Orientador(a): |
Fraga, Paulo Cesar Pontes
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Banca de defesa: |
Brandão, Ellen Cristina Carmo
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Alvarez, Marcos Cesar
,
Serra, Carlos Henrique Aguiar
,
Maia, Felipe
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Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais
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Departamento: |
ICH – Instituto de Ciências Humanas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6692
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Resumo: |
A presente pesquisa se dedica a estudar o fenômeno da paramilitarização e hipermilitarização dos órgãos de segurança pública nos últimos anos no Brasil. Para isso recorremos ao processo similar ocorrido nos estados Unidos com a criação da SWAT nos anos 1960 e sua gradual mudança de função de uma força especializada apara casos de crise para uma força de policiamento ordinário utilizada em situações não previstas em seu planejamento inicial. Trabalhamos em duas frentes quanto a tal fenômeno nas polícias brasileiras: o da hipermilitarização nas polícias militares como um efeito da ascensão principalmente do BOPE do Rio de Janeiro ao status de polícia de elite e o que de mais moderno há em termos de policiamento urbano; o da paramilitarização da guardas municipais, que ocorre mais de uma forma estética do que de fato com a criação de forças nos moldes norte-americanos. No âmbito da metodologia, utilizamos uma abordagem do conceito de discurso de Michel Foucault feita pela chamada Visual Methodology. É uma abordagem que pretende utilizar alguns aspectos do conceito de Foucault para a análise de imagens e da questão básica da performance. Por outro lado, propomos a criação de uma teoria baseada nos dados analisados utilizando a chamada teoria baseada em dados de Anselm Strauss. Por fim, nos focamos na questão da hipermilitarização / paramilitarização como um fetiche comprado pela população e eficientemente instrumentalizado como bandeira de propaganda política. |