Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Souza, Natalia Trindade de
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Orientador(a): |
Ribeiro, Luiz Cláudio
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Banca de defesa: |
Mancini, Marisa Cotta
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Frônio, Jaqueline da Silva
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva
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Departamento: |
Faculdade de Medicina
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2175
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Resumo: |
O aumento da sobrevida de prematuros cada vez menores vem sendo acompanhado de um número maior de crianças expostas a esta condição. Estas crianças apresentam risco para desenvolverem alterações no desenvolvimento motor, dificuldades socioemocionais e comportamentais, o que pode influenciar negativamente sua qualidade de vida (QV). Objetivo: Comparar a QV de crianças nascidas prematuras e que se encontram inseridas no ambiente escolar com a QV de crianças que nasceram a termo e verificar sua associação com a funcionalidade, comportamento e nível econômico. Métodos: Estudo transversal, com a participação de 117 crianças de 5 a 7 anos e seus cuidadores. O Grupo prematuro (GPT) foi composto por 54 crianças e o grupo a termo (GAT) com 63. Para avaliar a QV das crianças foi utilizado o questionário Pediatric Quality of Life Inventory versão 4.0 (PedsQL). A funcionalidade foi avaliada com o Inventário de Avaliação Pediátrica de Incapacidade (PEDI). Para avaliar o comportamento foi utilizado o Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ) respondido pelos pais. Para todas as análises estatísticas o nível de significância foi considerada como α=0,05. Resultados: As respostas das crianças em relação à sua QV foram significativamente inferiores às dos cuidadores e apresentaram baixa correlação e baixa concordância (r<0,040), exceto na dimensão emocional. A prematuridade de forma isolada não apresentou diferenças entre grupos na QV da criança, nem sob sua perspectiva e nem na do cuidador. Em relação ao desempenho funcional, de acordo com o grupo, não houve diferença na QV da criança. Em relação ao comportamento, de acordo com o grupo, na perspectiva do cuidador o GPT normal, no SDQ Hiperatividade, teve melhor QV que o GPT alterado e pior que o GAT Alterado. Na perspectiva da criança o GAT Alterado teve pior QV que o GPT Normal no domínio Físico do Peds QL em relação ao SDQ pró-social e domínio Social do Peds QL em relação ao SDQ Suplemento. Em relação ao NE, o GAT com alto NE apresentou pior QV que o GAT com baixo NE, no domínio escolar do Peds QL, na perspectiva da criança. Conclusão: Os resultados do presente estudo sugerem que a prematuridade de forma isolada não prejudica diretamente à QV da criança. Contudo, quando esta se encontra associada a alterações comportamentais as médias de QV da criança são inferiores tanto na perspectiva do cuidador quanto na perspectiva da criança. |