Resumo: |
Avaliar o nível de comprometimento dos Técnico-administrativos em Educação (TAEs) e propor um plano de ações para a construção de políticas de gestão de pessoas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) foram as motivações encontradas pela acadêmica Cláudia Valente Duarte Horta ao desenvolver a sua dissertação no Programa de Pós-Graduação em Gestão e Avaliação da Educação Pública. No estudo prático, também foram apresentadas sugestões para o avanço das políticas vigentes na Instituição. A pesquisa intitulada “O comprometimento organizacional de pessoas nas IFEs: um estudo de caso dos Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora” analisou o envolvimento organizacional com foco específico na teoria dos três componentes do comprometimento: afetivo, instrumental e normativo. Além disso, “o percurso metodológico fundamentou-se numa análise qualitativa dos dados, um estudo de caso com pesquisa documental e bibliográfica e aplicação de questionários com 113 pessoas, assistentes em administração, nível D, lotados no campus de Juiz de Fora.”, explica Claudia. Segundo a pesquisadora, que também é técnica-administrativa na UFJF, o interesse pelo tema surgiu a partir da sua inquietação para desconstruir a representação social que, em algumas ocasiões, posiciona o servidor público como um profissional que não se compromete com o serviço. Dessa forma, por trabalhar com pessoas dedicadas à instituição e à administração pública, ela sentiu a necessidade de comprovar empiricamente a disposição dos trabalhadores em se doarem: “fato verificado com a maioria dos participantes que se sentem pouco aproveitados pelos gestores e acreditam poder contribuir mais com a Instituição”, revela. Neste contexto, Cláudia avalia que o estudo, em especial para o público interno, “correlaciona os tipos de comprometimento com as políticas de gestão de pessoas desenvolvidas pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) e contribui para potencializar as práticas positivas e mitigar as condutas desabonadoras”. Para a servidora da UFJF, “foi uma satisfação pessoal comprovar, com os dados da pesquisa, o fato dos TAEs apresentarem índices elevados de comprometimento afetivo, ou seja, possuírem o desejo em se envolver e permanecer na instituição. Estabelece, também, conexões com as políticas de gestão de pessoas da Progepe, verificando quais ações podem majorar este tipo de envolvimento”. De acordo com o orientador, professor Marcos Tanure Sanábio, a investigação traz um diagnóstico e uma proposta de intervenção na Instituição. “O benefício para a comunidade, principalmente para os trabalhadores da Universidade, é por proporcionar um estudo dentro do ambiente de trabalho. Além disso, se enquadra à ideia do mestrado profissional propondo adequações práticas às demandas encontradas”. |
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