Vespas em ninhos armadilha e nidificação de meliponíneos em um fragmento urbano de Mata Atlântica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Vieira, Karine Munck lattes
Orientador(a): Prezoto, Fábio lattes
Banca de defesa: Alves, Roberto da Gama lattes, Mucci, Georgina Maria de Faria lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/76
Resumo: As modificações do ambiente pela ação humana podem favorecer determinadas espécies e comprometer a existência de outras. Os efeitos da interferência antrópica podem ser monitorados através de vespas solitárias, nidificantes em cavidades preexistentes e abelhas sem ferrão. Desta forma, objetivou-se comparar a composição dessas comunidades em áreas de maior (A1) e menor (A2) interferência antrópica em um fragmento urbano de Mata Atlântica. Para investigar a composição de vespas, foram instalados e monitorados, durante um ano, ninhos armadilha de bambu e cartolina de diâmetros variados, em um transecto representante de cada uma das áreas. A fim de comparar os mesmos locais quanto às espécies de meliponíneos residentes, foram feitas buscas de ninhos, por meio de deslocamentos ao longo das trilhas existentes nas áreas arborizadas do Jardim Botânico de Juiz de Fora, MG, que representaram a área A1, e no entorno das antigas construções, representando a área A2. Em relação às vespas, três das quatro espécies coletadas são adaptadas a ambientes modificados, e por esse motivo, houve maior riqueza (n=3) e abundância (n= 21) nessa área, sendo uma espécie (Pachodynerus sp.) exclusiva dessa localidade. O gênero Trypoxylon foi o mais representativo, sendo que 74,07% dos seus ninhos pertenceram a área com maior interferência antrópica. Os gomos de bambu foram utilizados com maior frequência (64,28%) e amostraram todas as espécies de vespas desse estudo. A abundância de ninhos em cada mês esteve correlacionada positivamente com temperatura média (rs= 0,44; p= 0,007), mas só houve correlação com a precipitação, nos meses de dezembro e janeiro. A similaridade entre a composição das espécies de vespas e de abelhas nas áreas A1 e A2 foi moderada (Cs= 0,66; Cs= 0,61), respectivamente; porém, a abundância das mesmas foi semelhantes (t= 1,96/ p= 0,097). Em relação às abelhas sem ferrão, a área A1 apresentou não apenas uma maior densidade de ninhos (80%) e riqueza de espécies (n=8) que a área A2 (n=5), como também em relação a outros estudos em áreas modificadas. A alta densidade de ninhos nessa localidade foi devido a 56,66% pertencerem a Nannotrigona testaceicornis e Tetragonisca angustula, espécies muito encontradas em locais urbanizados. Já a baixa riqueza e abundância de ninhos na área A2, foi, em parte, pelo fato de essa área encontra-se em estágio de sucessão inicial. O estabelecimento dos Hymenoptera amostrados nesse estudo em área de maior interferência antrópica, só foi possível porque a oferta de recursos naturais é suficiente à sobrevivência das espécies.