Intelectuais “da periferia”: das ambivalências à (re)significação do imaginário nacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Miranda, Waldilene Silva lattes
Orientador(a): Ribeiro, Gilvan Procópio lattes
Banca de defesa: Pereira, Edimilson de Almeida lattes, Salles, Écio de lattes, Faria, Alexandre Graça lattes, Pires, Anderson
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários
Departamento: Faculdade de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4705
Resumo: Partindo de discussões com origem nos Estudos Culturais nota-se uma tendência em levantar questões relativas à emergência de discursos de minorias, destacando a existência de um sistema simbólico no qual a cultura, a ideologia e a linguagem são pensadas a partir de complexas relações de poder. Com base nessas discussões lançaremos nosso olhar em direção às estratégias identitárias utilizadas em intervenções culturais das periferias paulistanas, classificadas desde 2001 como literatura marginal. Tomando como referência o fato de que os escritores da literatura marginal possuem identidades sociais semelhantes e buscam afirmar essas identidades a partir de suas performances literárias e extraliterárias, fazendo sobretudo da palavra, elemento de intervenção política, analisaremos de que modo as relações sociais penetram na linguagem e atingem uma dimensão ideológica que tanto altera o desequilíbrio de forças entre oprimidos e opressores. Também destacaremos tais fatores como constituintes de identidades em processo e como (des)reguladores de um sistema simbólico, no qual a cultura sob uma perspectiva que agrega experiências múltiplas também revela intervenções e mediações por parte desses intelectuais que (re)significam o plano simbólico, são (re)significados por ele e o materializam por meio das práticas comunicativas. Sendo ainda, que além da afirmação identitária insistem na (re)significação do espaço social da periferia, que embora marcado pela falta de oportunidades, passa a ser representado como território de significativas produções culturais. Logo, esses intelectuais utilizam a produção artística e/ou cultural como estratégias de afirmação identitária do sujeito enquanto agente social e produtor de cultura, concomitantemente, criam alternativas à ausência do poder público, à omissão de boa parte da sociedade, à pouca representação artística e à invisibilidade.