Estrutura e diversidade da comunidade arbórea do Parque Natural Municipal da Lajinha (Juiz de Fora, MG, Brasil)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Pessoa, José Felipe Salomão lattes
Orientador(a): Carvalho, Fabrício Alvim lattes
Banca de defesa: Pifano, Daniel Salgado lattes, Ferreira, Flávia Monteiro Coelho lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ecologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/3092
Resumo: O objetivo do estudo foi fornecer informações sobre a estrutura, composição florística e o estado de conservação do Parque Natural Municipal da Lajinha, Juiz de Fora, MG. Foram alocadas, aleatoriamente e georreferenciadas 25 parcelas permanentes, de 20 x 20 m, totalizando 1393 indivíduos arbóreos vivos e 145 mortos em pé (CAP ≥ 15,7 cm), pertencentes a 155 espécies, 100 gêneros e 51 famílias. Nectandra nitidula, Eugenia hiemalis, Bathysa australis, Virola bicuhyba, Alchornea triplinervea são as cinco espécies com maior VI, enquanto Fabaceae (23), Myrtaceae (14), Lauraceae (11), Euphorbiaceae (8), Sapindaceae (7), Meliaceae (5), Monimiaceae (5) e Rubiaceae (5) são as famílias com maior riqueza de espécies. O índice de diversidade de Shannon (H’) foi um dos mais altos registrados para florestas da região (H’ = 4,36 nats.ind-1), contendo inclusive espécies ameaçadas (Ocotea odorifera, Virola bicuhyba, Dicksonia sellowiana), segundo critérios do Livro vermelho da flora do Brasil. Metade da comunidade e a maioria das mortas se enquadram na primeira classe diamétrica proposta (7,5 cm), o que reflete elevado grau de competição. A distribuição diamétrica da comunidade seguiu o modelo “J-reverso”, padrão para comunidades florestais tropicais. O elevado índice de equabilidade de Pielou (J’ = 0,866) mostra baixa dominância ecológica e alta heterogeneidade florística da comunidade, confirmadas pelas análises de agrupamento florístico (coeficiente de Morisita-Horn), inferior a 0,5, e DCA (Análise de Correspondência Distendida), que apresentou altos valores, superiores a 0,3 (Eixo 1 = 0,49 e Eixo 2 = 0,33). O resultado da análise de similaridade florística nas unidades amostrais, utilizando o coeficiente qualitativo de Jaccard, evidencia a importância das espécies de baixa densidade na amostra. Esses resultados expõem a complexidade da dinâmica de funcionamento dos processos bióticos presentes em uma comunidade florestal secundária. Estudos com medições posteriores poderão analisar aspectos e atributos funcionais dessas espécies e seu papel efetivo na comunidade. A presença de espécies raras para o Estado de Minas Gerais e o alto índice de diversidade encontrado evidencia o potencial biológico do Parque Natural da Lajinha e reforça a necessidade da adequação do mesmo para se tornar Unidade de Conservação.