Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Schuchter, Lúcia Helena
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Orientador(a): |
Bruno, Adriana Rocha
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Banca de defesa: |
Freitas, Maria Teresa de Assunção
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Pesce, Lucila
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Educação
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2942
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Resumo: |
A presente pesquisa parte da seguinte questão investigativa: no cenário tecnológico e globalizado no qual estão inseridos, busca-se compreender como convivem e interagem, dentro da escola, a Biblioteca Escolar e o Laboratório de Informática, enquanto ambientes de produção de leitura/escrita e conhecimento. Buscou-se fundamentação metodológica na pesquisa qualitativa de abordagem históricocultural, respaldada por Lev S. Vygotsky e Mikhail Bakhtin. O campo de pesquisa se constituiu de duas escolas públicas situadas na cidade de Juiz de Fora/MG. A investigação se desenvolveu por meio dos instrumentos metodológicos: entrevistas semiestruturadas com dois professores-bibliotecários, uma professora responsável pelo laboratório de informática, três professores regentes e duas coordenadoras pedagógicas; análise de documentos; observação e questionário. A análise de dados está organizada em duas categorias: (a) letramentos nas escolas e (b) os sujeitos e a formação continuada: repensando a prática pedagógica. Esta pesquisa aponta para a necessidade de cada instituição escolar construir/perseguir as possibilidades plurais de utilização da biblioteca escolar e do laboratório de informática. Possíveis relações/interações entre estes espaços e sala de aula devem ser promovidas, pois formar alunos leitores e escritores, hoje, não se restringe somente ao impresso ou ao digital. Ambas as formas coexistem e são utilizadas na sociedade. Para que isso ocorra, não basta a existência de recursos “materiais”, como livros e computadores; é preciso uma reflexão coletiva sobre o seu uso, disponibilizar seus acessos, aliados a propostas pedagógicas que tornem seu uso significativo. É também premente promover a formação para o uso técnico e pedagógico das tecnologias disponíveis e presentes no interior da escola a toda comunidade escolar. Considerando a diversidade encontrada entre esses profissionais, as demandas impostas pelo avanço das TIC e as condições espaçotemporais nos ambientes escolares, pode-se pensar numa formação continuada na modalidade a distância. A escola, a universidade e o poder público devem responsabilizar-se pelo desenvolvimento nos docentes e discentes de habilidades de leitura e escrita em diferentes suportes - promovendo os plurais e necessários letramentos - e garantir o acesso desses leitores às novas mídias. Enfim, é tempo de ressignificar a biblioteca escolar e o laboratório de 7 informática, para que se transmutem em espaços coletivos de leitura, escrita, pesquisa, interação, produção de conhecimento e para que sejam frequentados por toda comunidade escolar. |