Identificação do uso de recursos ergogênicos por atletas: abordagem quali-quantitativa por sexo e nível de desempenho
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Educação Física
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Departamento: |
Faculdade de Educação Física
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2022/00173 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14366 |
Resumo: | No âmbito esportivo e competitivo, a capacidade física e energética, habilidades motoras e habilidades psicológicas são essenciais para que os atletas alcancem o seu potencial máximo no período competitivo. Nesse contexto, a busca por alternativas que possam acelerar o desempenho físico tem crescido, assim como sua utilização. O perfil de consumidores de recursos ergogênicos (RE) tende a ter predominância para os homens. Contudo, com a crescente participação feminina no exercício físico e no esporte, as mulheres têm se engajado na busca por RE e a conscientização e investigação do potencial impacto dos hormônios sexuais femininos no desempenho do exercício e na demanda metabólica deve-se crescer em paralelo. Foi desenvolvido um questionário constituído por 65 perguntas distribuídas em 14 sessões através da plataforma Google Forms®. Posteriormente foi utilizado as redes sociais para a divulgação. ESTUDO 1: Os objetivos do estudo um foram: 1- investigar a prevalência de utilização de recursos ergogênicos por atletas no Brasil; 2- verificar se há uma associação entre nível competitivo, sexo, classificação do esporte e modalidade esportiva; e 3- identificar os motivos que levam os atletas a buscarem RE e quais os meios de prescrição. Os resultados mostraram que atletas de nível competitivo mais alto utilizam mais RE e que há uma prevalência de 62,8% do uso de recursos ergogênicos nutricionais (REN). Atletas do sexo masculino, de esportes individuais e da modalidade triatlo apresentaram associação com o uso REN. A modalidade lutas apresentou associação com o uso de recursos ergogênicos farmacológicos (REF). O motivo de utilização de RE apresentou variação de acordo com a sua classificação. Para REN e REF, a melhora do desempenho teve maior percentual de relatos, para os recursos ergogênicos biomecânicos a recuperação foi o foco dos atletas e para os recursos ergogênicos psicológicos, a motivação teve maior prevalência. A auto prescrição de RE teve grande participação em todos o RE. ESTUDO 2: O estudo dois teve como objetivos: 1- investigar a prevalência de utilização de RE pelas atletas; 2- verificar se há associação entre o uso de RE, nível competitivo, classificação esportiva, esporte e efeitos adversos autorrelatados durante treinos e/ou competições em fases do CM; e 3- reportar o conhecimento e percepção de desempenho das atletas sobre as fases do CM. Os resultados mostraram uma prevalência de 52,4% no uso de REN. Houve associação entre cansaço/indisposição e uso deste recurso. Sobre o nível de conhecimento das atletas em relação ao CM, 34,2% das atletas não conseguem ou talvez consigam identificar a fase do CM. Durante a fase folicular, os autorrelatos de cansaço/indisposição e piora do desempenho em treinos e competições foram mais altos. |