Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Paula, Francislene Pereira de
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Orientador(a): |
Leal, Paulo Roberto Figueira
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Banca de defesa: |
Santana, Wedencley Alves
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Oliveira, Luiz Ademir de
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Comunicação
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Departamento: |
Faculdade de Comunicação Social
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2400
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Resumo: |
A presente dissertação objetiva distinguir as representações e projeções identitárias da chamada nova classe C nas páginas dos jornais impressos populares, numa tentativa de entender quais discursos identitários estão sendo construídos e quais sentidos sobre esse grupo social estão circulando nas páginas desses jornais e no imaginário brasileiro. Nos últimos anos, o Brasil presenciou o surgimento de uma nova classe média brasileira, decorrente, sobretudo, das mudanças econômicas ocorridas no país que possibilitaram a ascensão social de 35 milhões de brasileiros, saídos de uma situação de vulnerabilidade social extrema para esse novo patamar econômico e social. Ao mesmo tempo, presenciamos a expansão, em tiragem, de jornais impressos de cunho popular que têm como leitores preferenciais as pessoas das classes mais populares, que passam a ter acesso a bens simbólicos, como os jornais impressos, cujo caráter elitista – seja pelo valor, seja pela linguagem adotada, fez com que ficassem restritos, sobremaneira, às camadas mais abastadas da sociedade. Os jornais populares priorizam, em geral, a prestação de serviços, o cotidiano imediato e o entretenimento dos seus leitores preferenciais, estabelecendo outros critérios de noticiabilidade. A partir da análise dos jornais Meia Hora e Super Notícia, buscaremos inferir quais representações identitárias sobre a nova classe média estão sendo forjadas, à luz da tradição dos Estudos Culturais, que entendem o fenômeno das identidades como fenômenos essencialmente simbólicos, de construção narrativa e discursiva. A discussão de fundo diz respeito a um possível tensionamento entre representações que reivindicam um espaço de cidadania para esses indivíduos, ou uma representação que possibilita uma leitura substancialmente econômica desse fenômeno social. A pesquisa nos permitiu perceber que os jornais populares estão se transformando, em um movimento em direção a essa nova classe média, que ocupa um lugar híbrido, um espaço de fronteiras simbólicas que ainda está em construção. Mais do que representações delimitadas, encontramos uma tentativa de travar diálogo com um interlocutor que também está em movimento. |