Capão pecado e as estratégias de sabotagem: um romance popular de combate às ideologias dominantes e mobilização das massas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Verazzani, Giovani Duarte lattes
Orientador(a): Ribeiro, Gilvan Procópio lattes
Banca de defesa: Faria, Alexandre Graça lattes, Patrocínio, Paulo Roberto Tonani do lattes, Gonçalves, Ana Beatriz Rodrigues lattes, Nascimento, Érica Peçanha do lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Letras: Estudos Literários
Departamento: Faculdade de Letras
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1408
Resumo: Quando as manifestações artísticas e literárias, produzidas a partir de espaços marginais do conhecimento e do saber, não só conquistam um público leitor já existente e tradicional na sociedade brasileira, como também possibilitam a formação de novos públicos, originários de outras classes sociais, torna-se pertinente uma análise que ultrapasse a velha dicotomia da relação entre artista/obra e mercado e que possibilite a reflexão da posição intelectual do artista/obra na sociedade moderna contemporânea. Dessa forma, a presente dissertação tem como objetivo investigar o romance Capão Pecado (FERRÉZ, 2002), obra que projeta Ferréz na cena literária contemporânea, identificando a construção de um projeto literário de luta e resistência que procura interferir na realidade cultural e social desses espaços marginais e dos sujeitos históricos que os constituem. A partir da sua primeira obra, Fortaleza da Desilusão (FERRÉZ, 1997), um livro de poemas com tendências modernistas, percebe-se uma mudança nas estratégias literárias que permitem ao autor a ampliação e conquista do seu público alvo, bem como a elaboração de uma literatura que estabeleça uma luta cultural de caráter popular. Através da sabotagem dos recursos estéticos de produções voltadas para um público massivo, como a característica folhetinesca e a reprodução do mito da ideologia familiar em Capão Pecado (FERRÉZ, 2002), Ferréz expõe as contradições inerentes às ideologias dominantes, contrastando-as com a multiplicidade de vozes e consciências que se fazem presentes na obra e possibilitando, assim, a formação do “autor como produtor” (BENJAMIN, 1994).